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Resenha: Prodigy [Marie Lu]

6 dez

Se você está a procura de uma história com muita ação, intrigas políticas, revelações e emoções de arrepiar os pelinhos dos dedos do pé… Então você, definitivamente, precisa ler a trilogia de Marie Lu. Veja a resenha do primeiro livro, Legend, e confira a minha opinião sobre o segundo, Prodigy.

 

Ficha Técnica

Prodigy_Marie_Lu_BookNome – Prodigy (Os opostos perto do caos)
Autora – Marie Lu
Ano – 2013
Editora – Prumo
Páginas – 304
Gênero – Distopia

 

 

 

Sinopse

Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte.June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez. Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações.
Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles. Com direitos de adaptação para o cinema vendido para a Temple Hill Entertainment, produtora da saga Crepúsculo, os livros da trilogia Legend figuram nas principais listas da mídia especializada norte-americana entre os livros mais quentes e imperdíveis do ano. Publicada em mais de 24 países, Marie Lu, que trabalhou durante anos na indústria de vídeo games, deixará os fãs de Jogos Vorazes, Divergente e Never Sky de queixo caído.

 

Minha opinião

No primeiro livro da trilogia, somos introduzidos ao caos que rodeia a vida de June e Day. E como esse mesmo caos os conecta.
Em Prodigy, a autora vai a fundo nos sentimentos que compõem a frágil – porém intensa – relação dos dois adolescentes. Isso faz com que os dois se enfrentem continuamente na tentativa de enfrentar o passado recente cheio de dor, perdas e diferenças que os uniu.
E no meio disso tudo eles ainda têm que enfrentar os assuntos não resolvidos com a República. Para isso, eles se unem aos rebeldes que se intitulam “Patriotas”, os mesmos que ajudaram June a resgatar Day do Batalla Hall e de sua iminente morte por fuzilamento. Morte essa encarada num ato de sacrifício de John Wing, irmão de Day.
Com o discurso de derrubar o novo Eleitor, Anden Stavropoulos, – que assume após a morte do antigo Primeiro Eleitor, e seu pai – em busca da glória existente no finado governo dos Estados Unidos da América, os Patriotas recrutam June e Day sob a liderança de Razor, oficialmente conhecido dentro da República como Comandante Andrew DeSoto.
Apesar das desconfianças com relação a DeSoto, ambos, June e Day, aceitam os termos impostos pelos Patriotas e, principalmente, o plano principal deles: se rebelar contra a República matando o novo Eleitor.
E, para isso, cada um terá seu papel decisivo. Mas essa é mais uma, se não a maior das provações, que June e Day têm que passar. Isso porque, apesar do sentimento que os une, sentimento esse que Day faz questão de expressar, June se sente insegura e incerta, totalmente apavorada com a rapidez e a maneira com que as coisas fluem. Além, claro, de ainda terem tantas feridas abertas nos dois que sangram no mínimo contato.
E a confiança que um tem no outro é testada ao limite porque, o papel principal de June na revolução é se aproveitar da nítida atração que o jovem Eleitor Anden sente por ela para fazê-lo confiar cegamente em sua palavra, conceder o perdão da República aos crimes que ela cometeu e, assim, assegurar a conclusão dos planos dos Patriotas.
Por outro lado, Day terá que suportar assistir a todos os passos de June – e, consequentemente, a todas as investidas do requintado e gentil Anden – enquanto tenta se esquivar das investidas de sua melhor amiga, Tess.
Mas, as coisas mudam completamente de figura quando, aquilo que Day tanto queria e que havia sido prometido pelos Patriotas, é conquistado de bom grado por June diretamente das mãos da República por meio de Anden: a libertação do irmão caçula de Day, Eden Wing.
No meio de tantos conflitos emocionais, há essa luta por poder que se intensifica e cresce de uma maneira inesperada e de tirar o fôlego, onde Marie Lu nos conduz por cenas de ação muito intensas e vívidas. E ela nos conduz para essa viagem futurística em um mundo dividido pela ambição e pela catástrofe com uma escrita muito clara, direta e divertida, perfeita para o público jovem.
No final, principalmente para aqueles que não conseguirem largar a história e a devorarem em um único dia como eu fiz, é impossível não estar sem fôlego.
E a reflexão antropológica, de como uma sociedade pode se compor é muito interessante de se analisar e observar. No caso da trilogia de Marie Lu, temos o governo militarizado da República que se baseia na propaganda massiva para obter a alienação necessária para o controle sob punho de aço. E, no segundo livro, começamos a ser introduzidos a uma segunda forma de governo, a que rege as Colônias. Também baseada na propaganda massiva, mas aquela que induz ao consumo desenfreado e que faz as pessoas acreditarem que “um estado livre é um estado corporativo”, onde o poder é concentrado nas mãos de quatro grandes empresas.
Dizer que estou extasiada com a leitura de Prodigy é eufemismo. Porque é algo realmente impressionante, viciante e de tirar o fôlego. E tudo o que ela faz com os personagens, tudo o que ela faz os personagens serem capazes de fazer… eu até me esqueço que são personagens adolescentes! Eu continuamente me pegava lembrando: “Isso não é real e eles não são adultos”.
Enfim, é impossível não se sentir imerso no mundo confusamente perfeito que Marie Lu criou, com seus personagens inteiramente quebrados e feridos, mas que, cada um a sua maneira – mesmo os vilões – deixam marcas na nossa reflexão da história como um todo.
Prodigy é definitivamente um dos meus queridinhos de 2013!

 

Confira o Book Trailer que a editora americana do livro, a Penguin Young Readears produziu:

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Resenha: Legend [Marie Lu]

3 dez

Quando a gente se vicia em um gênero literário, não adianta: são livros e mais livros dentro do gênero, muito tempo de pesquisa sobre resenhas e artigos do gênero e, principalmente, análise dos comentários em fanpages de títulos famosos do gênero.

E foi em uma página de série distópica que eu ouvi as pessoas comentando sobre mais um livro que chegava para seguir o sucesso de Jogos Vorazes de Suzanne Collins e Divergente de Veronica Roth.

Conheça um pouco mais sobre Legend, primeiro livro da trilogia de Marie Lu.

Legend_Marie_Lu_Book_coverFicha Técnica

Título – Legend
Autora – Marie Lu
Ano – 2012
Editora – Prumo
Páginas – 256
Gênero – Ficção Científica, Distopia

 

Sinopse

Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C, na atual República da América conta a história de um rapaz que é o criminoso mais procurado do país e de uma jovem que é a pupila mais promissora da República, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda.

 

Minha opinião

A história é narrada em ponto de vista alternado entre June Iparis e Daniel “Day” Wing e isso, logo de cara, dá um dinamismo inesperado, mas essencial à história.
O cenário futurístico descrito é tão bem construído que torna-se impossível não se imaginar nas metrópoles que antes eram o Estados Unidos da América e hoje está dividido entre República da América e Colônias da América – sendo que esta última ainda não é muito destacada no primeiro livro da saga.
Acompanhamos o conflito de interesses sentimentais, emocionais e familiares de June e Day até que os caminhos dos dois se cruzam e esses interesses entram em conflito com os interesses políticos e militares.
O tempo todo, principalmente June que é tão bem vista pelo governo da República, é confrontada com seus deveres e seus instintos.
E é incrível ler tudo o que June é capaz de fazer mesmo em seus poucos 15 anos de idade. E se é incrível com ela, as coisas que Day faz são de tirar o fôlego!
Toda a cena de ação me deixou arrepiada e necessitada por mais e mais até que… fim. Acabou o livro.
A trama é bem construída sim, tem uma linha cronológica excelente e uma descrição com linguagem apropriada para a linguagem do público alvo (os chamados Young Adults). E, honestamente, não sei se foi uma estratégia de deixar o público com sede pelo segundo livro da trilogia, ou se foi impensado, mas ficaram muitas lacunas abertas na história que eu realmente espero que sejam preenchidas nos dois livros restantes. Afinal, misturar o lado familiar, amoroso e político na vida de dois adolescentes deveria levantar muitas dúvidas, certo? Até há bastante confronto entre June e Day, afinal ela o caça a princípio acreditando que ele matou Metias, irmão de June. Mas quando eles começam a cavar fundo na história, descobrem coisas imersas numa trama política que os aproxima como aliados, os tornando parceiros e fazendo despertar uma química inesperada que te prende e tira o fôlego, apesar das perguntas não respondidas levantadas ao longo de todo esse caminho.
Mas, é inegável que Legend é um título que vem com força no mercado literário e que promete agradar ao público que se viciou nas sagas já consagradas do gênero distópico como Jogos Vorazes e Divergente.
Isso porque tem todos os elementos para o sucesso: uma protagonista feminina forte (que, na minha opinião não considero protagonista já que eu acredito que o foco da história esteja mais centralizado na influência de Day como um criminoso da República), um mocinho cativante e guerreiro com fibra de lutador e revolucionário, um ambiente futurístico pós catástrofe natural, um governo com regime militarizado totalitário, opressor e alienador. Além, claro, das críticas sociais e políticas inerentes ao gênero de distopias e que tanto me agradou.
Portanto, Legend foi um dos achados da minha lista de leitura de 2013 e que eu super recomendo por sua narrativa dinâmica, tema envolvente e linguagem jovial (adoro os palavrões que a autora coloca na boca dos personagens de vez em quando nos momentos mais inesperados da história!).

Quatro Notas

E algo mais...

BOOK GRAPHICS

A busy author's best friend

That's My Happy Place

“Li livro durante toda a minha vida. E, quando mais precisei lê-los, os livros me deram tudo o que pedi e mais."

everythingofnothing

tudo o que se cala, se transforma...

Camafeu da Lia

O Diário de Uma Águia Francesa

Fome de Leitura

Resenhas de livros, indicações e tudo para quem, assim como nós, adora devorar um livro!

Revista Marabá

Tudo o que envolve cinema e ações que incentivam o gosto pela sétima arte

Espartilho

Entendendo o universo feminino

Brunices

Livros, séries, filmes, música, e tudo o mais que a minha cabeça quiser e inventar :D

deixadenerdice

e vamos tomar uma cerva?

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