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Resenha: Prodigy [Marie Lu]

6 dez

Se você está a procura de uma história com muita ação, intrigas políticas, revelações e emoções de arrepiar os pelinhos dos dedos do pé… Então você, definitivamente, precisa ler a trilogia de Marie Lu. Veja a resenha do primeiro livro, Legend, e confira a minha opinião sobre o segundo, Prodigy.

 

Ficha Técnica

Prodigy_Marie_Lu_BookNome – Prodigy (Os opostos perto do caos)
Autora – Marie Lu
Ano – 2013
Editora – Prumo
Páginas – 304
Gênero – Distopia

 

 

 

Sinopse

Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte.June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez. Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações.
Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles. Com direitos de adaptação para o cinema vendido para a Temple Hill Entertainment, produtora da saga Crepúsculo, os livros da trilogia Legend figuram nas principais listas da mídia especializada norte-americana entre os livros mais quentes e imperdíveis do ano. Publicada em mais de 24 países, Marie Lu, que trabalhou durante anos na indústria de vídeo games, deixará os fãs de Jogos Vorazes, Divergente e Never Sky de queixo caído.

 

Minha opinião

No primeiro livro da trilogia, somos introduzidos ao caos que rodeia a vida de June e Day. E como esse mesmo caos os conecta.
Em Prodigy, a autora vai a fundo nos sentimentos que compõem a frágil – porém intensa – relação dos dois adolescentes. Isso faz com que os dois se enfrentem continuamente na tentativa de enfrentar o passado recente cheio de dor, perdas e diferenças que os uniu.
E no meio disso tudo eles ainda têm que enfrentar os assuntos não resolvidos com a República. Para isso, eles se unem aos rebeldes que se intitulam “Patriotas”, os mesmos que ajudaram June a resgatar Day do Batalla Hall e de sua iminente morte por fuzilamento. Morte essa encarada num ato de sacrifício de John Wing, irmão de Day.
Com o discurso de derrubar o novo Eleitor, Anden Stavropoulos, – que assume após a morte do antigo Primeiro Eleitor, e seu pai – em busca da glória existente no finado governo dos Estados Unidos da América, os Patriotas recrutam June e Day sob a liderança de Razor, oficialmente conhecido dentro da República como Comandante Andrew DeSoto.
Apesar das desconfianças com relação a DeSoto, ambos, June e Day, aceitam os termos impostos pelos Patriotas e, principalmente, o plano principal deles: se rebelar contra a República matando o novo Eleitor.
E, para isso, cada um terá seu papel decisivo. Mas essa é mais uma, se não a maior das provações, que June e Day têm que passar. Isso porque, apesar do sentimento que os une, sentimento esse que Day faz questão de expressar, June se sente insegura e incerta, totalmente apavorada com a rapidez e a maneira com que as coisas fluem. Além, claro, de ainda terem tantas feridas abertas nos dois que sangram no mínimo contato.
E a confiança que um tem no outro é testada ao limite porque, o papel principal de June na revolução é se aproveitar da nítida atração que o jovem Eleitor Anden sente por ela para fazê-lo confiar cegamente em sua palavra, conceder o perdão da República aos crimes que ela cometeu e, assim, assegurar a conclusão dos planos dos Patriotas.
Por outro lado, Day terá que suportar assistir a todos os passos de June – e, consequentemente, a todas as investidas do requintado e gentil Anden – enquanto tenta se esquivar das investidas de sua melhor amiga, Tess.
Mas, as coisas mudam completamente de figura quando, aquilo que Day tanto queria e que havia sido prometido pelos Patriotas, é conquistado de bom grado por June diretamente das mãos da República por meio de Anden: a libertação do irmão caçula de Day, Eden Wing.
No meio de tantos conflitos emocionais, há essa luta por poder que se intensifica e cresce de uma maneira inesperada e de tirar o fôlego, onde Marie Lu nos conduz por cenas de ação muito intensas e vívidas. E ela nos conduz para essa viagem futurística em um mundo dividido pela ambição e pela catástrofe com uma escrita muito clara, direta e divertida, perfeita para o público jovem.
No final, principalmente para aqueles que não conseguirem largar a história e a devorarem em um único dia como eu fiz, é impossível não estar sem fôlego.
E a reflexão antropológica, de como uma sociedade pode se compor é muito interessante de se analisar e observar. No caso da trilogia de Marie Lu, temos o governo militarizado da República que se baseia na propaganda massiva para obter a alienação necessária para o controle sob punho de aço. E, no segundo livro, começamos a ser introduzidos a uma segunda forma de governo, a que rege as Colônias. Também baseada na propaganda massiva, mas aquela que induz ao consumo desenfreado e que faz as pessoas acreditarem que “um estado livre é um estado corporativo”, onde o poder é concentrado nas mãos de quatro grandes empresas.
Dizer que estou extasiada com a leitura de Prodigy é eufemismo. Porque é algo realmente impressionante, viciante e de tirar o fôlego. E tudo o que ela faz com os personagens, tudo o que ela faz os personagens serem capazes de fazer… eu até me esqueço que são personagens adolescentes! Eu continuamente me pegava lembrando: “Isso não é real e eles não são adultos”.
Enfim, é impossível não se sentir imerso no mundo confusamente perfeito que Marie Lu criou, com seus personagens inteiramente quebrados e feridos, mas que, cada um a sua maneira – mesmo os vilões – deixam marcas na nossa reflexão da história como um todo.
Prodigy é definitivamente um dos meus queridinhos de 2013!

 

Confira o Book Trailer que a editora americana do livro, a Penguin Young Readears produziu:

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Resenha: Legend [Marie Lu]

3 dez

Quando a gente se vicia em um gênero literário, não adianta: são livros e mais livros dentro do gênero, muito tempo de pesquisa sobre resenhas e artigos do gênero e, principalmente, análise dos comentários em fanpages de títulos famosos do gênero.

E foi em uma página de série distópica que eu ouvi as pessoas comentando sobre mais um livro que chegava para seguir o sucesso de Jogos Vorazes de Suzanne Collins e Divergente de Veronica Roth.

Conheça um pouco mais sobre Legend, primeiro livro da trilogia de Marie Lu.

Legend_Marie_Lu_Book_coverFicha Técnica

Título – Legend
Autora – Marie Lu
Ano – 2012
Editora – Prumo
Páginas – 256
Gênero – Ficção Científica, Distopia

 

Sinopse

Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C, na atual República da América conta a história de um rapaz que é o criminoso mais procurado do país e de uma jovem que é a pupila mais promissora da República, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda.

 

Minha opinião

A história é narrada em ponto de vista alternado entre June Iparis e Daniel “Day” Wing e isso, logo de cara, dá um dinamismo inesperado, mas essencial à história.
O cenário futurístico descrito é tão bem construído que torna-se impossível não se imaginar nas metrópoles que antes eram o Estados Unidos da América e hoje está dividido entre República da América e Colônias da América – sendo que esta última ainda não é muito destacada no primeiro livro da saga.
Acompanhamos o conflito de interesses sentimentais, emocionais e familiares de June e Day até que os caminhos dos dois se cruzam e esses interesses entram em conflito com os interesses políticos e militares.
O tempo todo, principalmente June que é tão bem vista pelo governo da República, é confrontada com seus deveres e seus instintos.
E é incrível ler tudo o que June é capaz de fazer mesmo em seus poucos 15 anos de idade. E se é incrível com ela, as coisas que Day faz são de tirar o fôlego!
Toda a cena de ação me deixou arrepiada e necessitada por mais e mais até que… fim. Acabou o livro.
A trama é bem construída sim, tem uma linha cronológica excelente e uma descrição com linguagem apropriada para a linguagem do público alvo (os chamados Young Adults). E, honestamente, não sei se foi uma estratégia de deixar o público com sede pelo segundo livro da trilogia, ou se foi impensado, mas ficaram muitas lacunas abertas na história que eu realmente espero que sejam preenchidas nos dois livros restantes. Afinal, misturar o lado familiar, amoroso e político na vida de dois adolescentes deveria levantar muitas dúvidas, certo? Até há bastante confronto entre June e Day, afinal ela o caça a princípio acreditando que ele matou Metias, irmão de June. Mas quando eles começam a cavar fundo na história, descobrem coisas imersas numa trama política que os aproxima como aliados, os tornando parceiros e fazendo despertar uma química inesperada que te prende e tira o fôlego, apesar das perguntas não respondidas levantadas ao longo de todo esse caminho.
Mas, é inegável que Legend é um título que vem com força no mercado literário e que promete agradar ao público que se viciou nas sagas já consagradas do gênero distópico como Jogos Vorazes e Divergente.
Isso porque tem todos os elementos para o sucesso: uma protagonista feminina forte (que, na minha opinião não considero protagonista já que eu acredito que o foco da história esteja mais centralizado na influência de Day como um criminoso da República), um mocinho cativante e guerreiro com fibra de lutador e revolucionário, um ambiente futurístico pós catástrofe natural, um governo com regime militarizado totalitário, opressor e alienador. Além, claro, das críticas sociais e políticas inerentes ao gênero de distopias e que tanto me agradou.
Portanto, Legend foi um dos achados da minha lista de leitura de 2013 e que eu super recomendo por sua narrativa dinâmica, tema envolvente e linguagem jovial (adoro os palavrões que a autora coloca na boca dos personagens de vez em quando nos momentos mais inesperados da história!).

Resenha: Allegiant [Veronica Roth]

1 dez

Terminei neste sábado, depois de demorar taaaanto para ler, o último livro da trilogia Divergente: Allegiant (Aliança, Editora Rocco, lançamento em português em março de 2014).

O livro que, apesar de ter vazado na semana do lançamento nos EUA, vendeu mais de meio milhão de cópias apenas no primeiro dia de vendas. Tentei comprar o box na Black Friday, mas o lote esgotou antes da meia noite… Mas, o importante é que trouxe para vocês a resenha de Allegiant, a versão digital que vazou por aí.

Se você ainda não conhece a trilogia, leia as resenhas de Divergente e Insurgente!

allegiant-coverFicha Técnica:
Título – Allegiant
Autora – Veronica Roth
Editora – Harper Collins Publishers (Edição Brasileira: Rocco)
Páginas (Livro Físico): 544
Páginas (Versão Digital): 1080
Ano: 2013
Gênero: Literatura Estrangeira, Ação, Drama, Distopia
Idioma: Inglês
Sinopse:

A sociedade baseada em facções que Tris Prior acreditava está quebrada – fraturada por violência e lutas pelo poder e marcada pela perda e traição. Então, quando é oferecida a oportunidade de explorar o mundo além dos limites que ela conhece , Tris está pronta. Talvez além da cerca , ela e Tobias vão encontrar uma nova vida simples juntos, livre de mentiras complicadas, lealdades emaranhadas e memórias dolorosas.
Mas a nova realidade de Tris é ainda mais alarmante do que aquela que ela deixou para trás. Descobertas antigas são rapidamente esvaziadas de conteúdo. Novas verdades explosivas vão mudar os corações daqueles que ela ama. E mais uma vez, Tris deve lutar para compreender as complexidades da natureza humana – e de si mesma – , enquanto enfrenta escolhas impossíveis sobre coragem, lealdade, sacrifício e amor.
Contada a partir de uma dupla perspectiva fascinante, Allegiant , por Veronica Roth autora número 1 de best-seller do New York Times, conduz a série Divergente a uma poderosa conclusão ao revelar os segredos do mundo distópico que cativou milhões de leitores em Divergente e Insurgente .

 

Minha Opinião:

Como a maioria dos fãs que aguardavam ansiosos pelo desfecho da trilogia, acabei descobrindo o que aconteceria no final quando os spoillers correram as redes sociais junto com os links para download da versão digital em inglês do livro.
Porém, mesmo já conhecendo o desfecho, a escrita de Veronica Roth me conduziu a uma série de emoções que me pegaram de surpresa porque a maneira como os fatos acontecem no livro são, verdadeiramente, surpreendentes. Mesmo depois dos spoillers!
Neste último livro, a narração varia entre Tris e Tobias (Quatro) enquanto eles se aventuram além dos limites da cidade e mergulham na verdade na qual suas vidas nas facções foi alicerçada. Uma verdade repleta de mentiras.
No meio disso tudo, há perdas que os dois têm que aprender a suportar e isso, muitas vezes abala o relacionamento que eles construíram. E é muito interessante de ver a evolução dos dois nessa área, o quanto eles vão batendo de frente um com o outro até que o relacionamento deles evolua e alcance a maturidade que os fortalece. É lindo de ler!!!
E, é claro, nessa trama toda há interesses políticos dentro e fora da cidade, em um âmbito que parece fora do controle de Tris e Tobias. E se há uma palavra que pode definir esse terceiro livro, seria “recomeço”.
Isso porque a trama e mistério que envolve a fundação do sistema de facções tem a ver com recomeço. As motivações dos líderes do Bureau (local onde antes era um aeroporto e agora serve de instalações para monitoramento de tudo o que acontece  em Chicago), são inspiradas no recomeço.
E, principalmente, tudo ao redor de Tris acontece em busca de recomeços. Recomeço de relações quebradas, de amizades perdidas, recomeço em busca de perdão e em busca do auto-conhecimento.
Mas se você que está lendo esse post e já leu por aí o que acontece no final e está pensando: “Mas sem ler eu já sei que vou odiar o final!”, pelo menos insista na leitura. Allegiant é um livro que, mesmo com seus fatos que atiçam nossas emoções e nos faz sofrer junto com os personagens, me mostrou o que é o verdadeiro altruísmo e o quanto é necessário sabermos quem somos e a quem pertencemos.
Ou seja, tudo o que acontece no final é doloroso, é sofrido e emocionante, mas é compreensível para a história num todo. Eu acredito até que é um final muito mais compreensível do que de outras distopias como Jogos Vorazes, por exemplo. (Sentiu a cutucada aí, tia Suzzie Collins? Porque é pra sentir mesmo! Rum!!! rsrsrsrsrsrsrsrsrsrrs).
Além de tudo, é admirável o crescimento de personagens como Christina, Quatro e até mesmo Caleb. Só não gostei muito do desfecho dado ao personagem Peter, porque é muito utópico alguém poder ter a liberdade de fazer tudo o de ruim no mundo e depois apagar a própria memória com um soro, recebendo uma nova chance, enquanto tantos outros personagens que fizeram muito pela história tiveram um final triste e até doloroso.
Mas, analisando a obra num todo, eu achei um desfecho incrível para essa saga que conquistou o mundo de jovens leitores. Se há um livro que ensina o que é lealdade, amor, perdão e altruísmo, esse livro é Allegiant, de Veronica Roth. Porque, como Tris mesma disse, não é uma palavra ou um grupo que te define, mas são suas escolhas!

Poster 1

Resenha: A Culpa é das Estrelas [John Green]

30 jul

Hey peps!

Finalmente trago a vocês a resenha desse livro que virou febre no público infanto-juvenil! Há tempos eu estava morrendo de vontade de ler, mas pelo o que me diziam e pelo o que li de resenhas na internet me determinei a não ler a versão digital. Isso porque eu acredito que existem livros que merecem ser lidos em sua forma física como complemento à emoção contida na história. E, por mais angustiante que foi resistir à tentação de ler o PDF que baixei, consegui esperar pelo meu mais novo xodó: A Culpa é das Estrelas! Leia a resenha e entenda o sucesso por trás dessa obra Sick-Lit tão cativante!

Ficha Técnica:

A Culpa é das Estrelas, capa 2
Autor – John Green
Editora – Intrínseca
Gênero – Literatura Estrangeira, Romance, Drama
Ano – 2012
Páginas – 288

Sinopse:

Os adolescentes Hazel e Gus gostariam de ter uma vida normal. Alguns diriam que não nasceram com estrela, que o mundo deles é injusto. Os dois são novinhos, mas se o câncer do qual padecem ensinou alguma coisa, é que não há tempo para lamentações, pois, se aceitamos ou não, só existe o hoje e o agora. E assim, com a intenção de realizar o maior desejo de Hazel – conhecer seu escritor favorito – ambos cruzarão o Atlântico para uma aventura contra o tempo, tão catártico quanto devastador. Destino: Amsterdam, o lugar onde reside o enigmático e mal-humorado escritor – a única pessoa que talvez possa ajudar-lhes a encaixar as peças do enorme quebra-cabeça onde se encontram.

Minha Opinião:

Muito tem se falado da Sick-lit (Literatura de Doença), pela grande adesão do conteúdo desse tipo de história no público de jovens leitores, antes tão acostumados a romances de vampiros e fantasias com bruxos. John Green conquistou destaque no gênero com A Culpa é das Estrelas por falar de doenças como o câncer sem subestimar o adolescente – tanto os personagens como os leitores -, levantando questões sobre a vida, a morte, a sociedade e os relacionamentos (amorosos e familiares) que cercam o universo que compõe esse tipo de literatura.
Durante a leitura, precisei fazer uma pausa no capítulo 15. Ao contrário de tantas pessoas com as quais conversei a respeito do livro antes de lê-lo, não caí em prantos pela emoção da história. Chorei, mas foi mais por causa da maneira como as questões levantadas por John Green mexeram comigo do que pela emoção da história em si.
A personagem Hazel Grace é uma adolescente que aprendeu a ser madura muito cedo por causa de sua doença (Câncer de Tireoide com metástase nos pulmões), mas John Green a descreve de uma maneira divertida, uma garota comum, muito inteligente e sagaz, um tanto irônica ás vezes, e que possui uma pitada de inocência que ela utiliza nos momentos mais oportunos, criando situações que ela nomeia como “Privilégios do Câncer”.
O seu gosto pelos livros é um ponto que chama muito a atenção na obra não apenas porque é o fio condutor do relacionamento dela com Augustus Waters, mas também porque eu compreendi como um reflexo da juventude atual. Embora o Brasil ainda seja fraco em leitura na comparação com outros países do mundo, John Green quis mostrar o crescente interesse dos jovens pelos livros e o quanto isso influi na maneira com que esses jovens acabam enfrentando os problemas de seu cotidiano.
Na história, essa paixão por livros é um dos fatores que juntou Hazel e Augustus, conduzindo-os por uma relação que, para nós até parece rápida, mas, como fica marcado no final da leitura: “Alguns infinitos são maiores do que outros.”
A busca da Hazel por respostas às lacunas deixadas no seu livro favorito “Uma aflição imperial”, faz com que apareçam desafios na sua condição física e sentimental que precisam ser superados. Para mim, essa ansiedade dela em querer saber o que acontece com os personagens de seu livro favorito reflete o desejo dela em saber o que acontecerá com todos que a rodeiam depois que ela morrer, deixando a mesma lacuna, a mesma frase interrompida que tanto a intrigou. E, graças aos  “privilégios do câncer”, por meio de Augustus, Hazel Grace conhece o autor do seu livro favorito, Peter Van Houten – embora isso não lhe traga as respostas que procurava imediatamente.
Ao mergulhar nessa empreitada com Hazel, Augustus acaba conquistando o seu coração com sua personalidade forte, jeito de adolescente sedutor, suas metáforas e seu altruísmo.

– O que foi? – perguntei
– Nada. – Ele respondeu.
– Por que você está olhando para mim desse jeito?
Ele deu um sorrisinho.
– Por que você é bonita. Eu gosto de olhar para pessoas bonitas e faz algum tempo que resolvi não me negar os prazeres mais simples da existência humana.
(Página 22)

– (…) Se você for ao Rijksmuseum, o que eu realmente gostaria de fazer, mas a quem estamos querendo enganar? Nenhum de nós consegue passar horas andando num museu. Bem, de qualquer forma, dei uma olhada na coleção de pinturas deles pela Internet, antes de virmos. Se você fosse lá, e espero que um dia consiga ir, veria várias pinturas de pessoas mortas. Veria Jesus na cruz, um cara sendo esfaqueado no pescoço, pessoas morrendo no mar, outras numa batalha, e um desfile de mártires. Mas nem. Uma. Criança. Com. Câncer. Sequer. Ninguém batendo as botas por causa da praga, nem varíola, nem da febre amarela, nem nada, porque não existe glória na doença. Não há propósito nela. Não há honra em se morrer de.
Abraham Maslow, apresento a você o Augustus Waters, cuja curiosidade existencial superou a de seus irmãos bem-alimentados, bem-amados e saudáveis.
(Página 197)

O final da história me surpreendeu muito porque desde o começo somos direcionados a focar a doença de Hazel Grace, no quanto sua situação é frágil – mas já adianto para não criarem esperanças em uma milagrosa cura, porque isso não acontece. O tratamento que faz  com que ela tenha seu tempo de vida prolongado fez com que, a meu ver, ela apenas aumentasse ainda mais suas inseguranças quanto a morte. Não tanto pelo fato de morrer, porque Hazel sempre demonstra ter maturidade para aceitar sua condição, mas pelo fato de se preocupar com o impacto que sua morte vai causar naqueles que a amam. E talvez isso a tenha levado a enfrentar a conflitante pergunta em determinado ponto da história: “Por que eu ainda estou viva?”
Apesar de emocionante e muito romântico, eu não encarei a história como um romance em si. Hazel mesma encara assim ao entender que, mesmo se tudo fosse diferente, mesmo se ela e Gus fossem saudáveis, a relação deles não duraria para sempre. Novamente a questão de alguns infinitos serem maiores que outros!

– O.k. – falei.
– O.k. – ele disse.
Eu ri e repeti:
– O.k.
(…)
– O.k. – ele disse, depois do que pareceu ser uma eternidade. – Talvez o.k. venha a ser nosso sempre.
– O.k. – falei.
E foi o Augustus que desligou.
(Página 72)

Sobre a parte física do livro, eu gostei bastante da tipografia escolhida, tanto para o corpo do texto como para a capa e, embora a edição brasileira seja no modelo da edição americana, eu não gostei muito da escolha de nuvem ao redor do título. Até compreendo a cor azul adotada simbolizando o céu e, ao que eu entendi, até mesmo a cor dos olhos de Gus, mas ao final da leitura eu me senti meio incômoda com essas nuvens ao redor do título, como se a história, assim como acontece com as nuvens em variações climáticas, dissolveria ou transmutasse. Para mim, A Culpa é das Estrelas é uma obra que ficará marcada na minha memória, da mesma maneira que sempre nos lembramos de todas as vezes que paramos para prestar atenção na beleza de um céu estrelado: sombrio em muitos aspectos, mas sempre com os pontos de luz que marcam a existência do universo.

E, pensando nisso, tive curiosidade de procurar pelas capas da obra pelo mundo (porque como sabemos, além de ser um fato curioso, é divertido ficar vendo a maneira como cada editora enxergou a obra no sentido gráfico) e fazer uma rápida análise comentada:

Capa nos Estados Unidos e no Brasil: Seguem os mesmos padrões de tipografia e cores, porém a versão americana vem com mais “rabiscos”.

A Culpa é das Estrelas, capa 1 A Culpa é das Estrelas, capa 2

Capas da Holanda, Alemanha e Portugal: Para mim são as capas mais lindas, que mais inovaram e que arriscaram estar próximas tanto do título como da temática da história, embora a capa de Portugal tenha ficado um pouco com aspecto infantilizado.

13540149 A Culpa é das Estrelas, capa 3 A Culpa é das Estrelas, capa 5

Capas da Dinamarca, Itália, Coreia e Polônia: Embora a capa dinamarquesa ainda tenha essa expressão das nuvens que eu não gostei muito, considero ela inclusa na categoria de capas artísticas. Não têm muito a ver com a proposta do livro, mas ficaram esteticamente expressivas e bonitas.

16050285A Culpa é das Estrelas, capa 6KoreaPolônia

Capas da Noruega, Suécia, Lituânia e Espanha: Gostei bastante da fotografia utilizada na capa da edição espanhola, mas acho que essas são as capas que menos têm a ver com a proposta do livro ou que exageram na dose de criatividade. No caso da capa sueca, o desenho de caveira com um relógio em um dos orifícios para o olho dá a impressão de que a obra é muito mais mórbida do que realmente é e também achei uma péssima escolha de cor para as letras, especialmente no nome do autor, onde colocaram um tom de verde vômito! (rsrsrsrsrs)

A Culpa é das Estrelas, capa 7A Culpa é das Estrelas, capa 8Lithuania17906268

Capas da Hungria, República Tcheca e Romênia: São capas que seguiram o modelo americano, mas com uma pitada de inovação. Bem, eu cismei com as nuvens, então é obvio que desse grupo a que menos gostei foi a capa criada pelos romenos, né? As outras duas eu achei muito fofas como opções a essas nuvens pavorosas porque acho que tem muito mais sentido em expressar as estrelas na capa de uma história como essa ou então vamos tentar apostar na fórmula que não erra nunca em capas de romance: dois corações! Esse eu achei que foi um clichê bem colocado e que eu teria gostado de ver na edição brasileira!

A Culpa é das Estrelas, capa 4      República Theca Romênia

Confira a repercussão de A Culpa é das Estrelas e do gênero Sick-lit na mídia:

O GLOBO | VEJA | SARAIVA CONTEÚDO

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Resenha: A arte de ouvir o coração [Jan-Philipp Sendker]

26 jul

O coração acelerado, sudorese nas mãos e hormônios responsáveis pela sensação de euforia totalmente elevados ao máximo. Se você já sentiu tudo isso quando o carteiro anuncia a chegada de um novo livro, parabéns, você é uma pessoa normal! (Apenas um pouco viciada demais em livros, mas ainda é normal! Rsrsrsrsrsrs)

Brincadeiras e diagnósticos a parte, é exatamente isso que sinto toda vez que compro um livro novo. Agora tentem imaginar como me senti quando o carteiro me trouxe um livro que eu sequer comprei?

Para quem não sabe, blogueiros de páginas que tratam de todo o universo que permeia os livros podem solicitar a parceria de editoras e autores para divulgar o que há de novo no mercado literário para vocês, leitores. Claro que, muitos solicitam essas parcerias apenas visando a aquisição de livros. Sim, isso é o máximo, mas não é APENAS isso que uma parceria dessas oferece.

E a Companhia das Letras me surpreendeu com o e-mail resposta à minha solicitação de parceria. Eles não estavam com processo de inscrições abertas na época, mas ofereceram como contrapartida a Loteria da Companhia das Letras para Blogueiros. Uma vez inscrito, o blog concorre a um dos títulos disponíveis e, o mais legal é que todos os inscritos têm chances, já que quem ganhou não participa mais dos próximos sorteios. Não gosto de puxar sardinha para ninguém, mas ações como essas da Companhia das Letras são inspiradoras não apenas para quem escreve sobre livros, mas principalmente para incentivar o hábito de leitura, que hoje é ainda tão limitado no Brasil.

Para ser sincera, eu nem me lembrava mais de ter me inscrito na Loteria da Companhia das Letras. Mas então, quando o carteiro chegou com o envelope rechonchudo, na hora senti todos os sintomas de um bookaholic! Espero que gostem da resenha de hoje e adquiram um exemplar desse livro (eu já pretendo encomendar dois para dar de presente!) que me conquistou, tanto pela história, como pela forma como ele chegou a mim.

Ficha Técnica:

2013-07-26 11.18.16
Autor –
Jan-Phillip Sender
Editora –
Companhia das Letas (Selo Paralela)
Gênero –
Romance
Ano –
2013
Páginas –
256

 

 

 

Sinopse:

Um bem sucedido advogado de Nova York desaparece de repente sem deixar vestígios, e sem que sua família tenha qualquer ideia de onde ele possa estar. Isso até o dia em que Julia, sua filha, encontra uma carta de amor que ele escreveu há muitos anos para uma mulher birmanesa da qual nunca tinha ouvido falar. Com a intenção de resolver o mistério e descobrir enfim o passado de seu pai, Julia decide viajar para a aldeia onde a mulher morava. Lá, ela descobre histórias de um sofrimento inimaginável, a resistência e a paixão que irão reafirmar a crença no poder que o amor tem de mover montanhas. Uma história de amor comovente e inspiradora, A Arte de Ouvir o Coração vai ensiná-lo a ver o mundo de outra forma.

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Onde comprar:

Companhia das Letras | Saraiva | SubmarinoLivraria Cultura

 

Minha Opinião:

A história é dividida em três partes, cada uma com sua retomada da contagem numérica de capítulos. Ao final do 15º capítulo da primeira parte, eu confesso que estava bastante confusa! Isso porque a narrativa inicia no ponto de vista de Julia e então varia para narrador em 3º pessoa que descreve os sentimentos e emoções de vários personagens e depois volta para a visão de Julia. Só no capítulo 1 da segunda parte que eu comecei a entender por que a primeira parte foi descrita dessa maneira. E então, quando essa variação de narrativa aconteceu novamente nos capítulos seguintes, já me senti mais confortável e até fiquei aguardando por essas mudanças para mergulhar mais a fundo no mistério que cerca o sumiço do pai de Julia e o que isso tinha a ver com a história que U Ba, um velho sábio do vilarejo de Kalaw, conta a Julia.
Jan-Philipp Sendker me proporcionou uma imersão numa cultura tão diferente da nossa e também diferente da realidade de Julia (a quem me recuso chamar de protagonista da história! Quem ler vai entender por que! Risos). Conhecer mais a fundo cada detalhe de um país tão distante como a Birmânia e de costumes tão peculiares como os do povo de Kalaw foi uma experiência que eu não esperava vivenciar por meio da leitura de um romance como esse. Além disso, Sendker é detalhista ao ponto de tornar sua escrita incrivelmente sensorial. É impossível não ler um parágrafo sequer e não sentir os odores descritos, as variações climáticas, a textura de tudo o que os personagens tocam e, principalmente, ouvir – ou tentar – o que eles ouvem.
A história de Tin Win é tocante em todos os detalhes porque me mostrou a frieza e descaso do ser humano, mas também a intensidade de sentimentos nobres como a amizade, devoção, cuidado e amor. Tudo isso em apenas 253 páginas. Aí você me pergunta: Mas na sinopse não diz que Julia é quem procura pelo pai? Sim, essa questão foi o que mais me deixou intrigada sobre as idas e vindas de ponto de vista narrativo na primeira parte! Mas isso é o que tornou a leitura muito mais instigante!
Esse é o tipo de livro que eu não apenas gosto de manter por perto, como também gosto de presentear porque instiga o questionamento de nossos conceitos que às vezes construímos e sustentamos por tanto tempo, julgando como imutáveis e inquestionáveis. O tipo de livro que causa reflexão e valorização de atitudes e sentimentos!

“(…) A essência de algo é invisível aos olhos, dizia U May. Aprenda a perceber a essência de algo. Os olhos podem mais prejudicar do que ajudar, nesse aspecto. Eles nos distraem. Adoramos nos deslumbrar.” Página 208

O final dessa história toda, com a solução para o mistério que Julia buscava resolver, é surpreendente. Não existe outra palavra que definiria melhor. Depois de ler você pode até pensar: “Dã, era tão óbvio!”, mas na maneira como Sendker escreveu tornou tudo muito imprevisível e emocionante, pelo menos para mim.
Claro que no meio da história eu comecei a fazer minhas suposições sobre o paradeiro do pai de Julia. Nenhuma delas chegou perto o suficiente da verdade do que realmente aconteceu e, nenhuma, mesmo com todo o esforço da minha imaginação fértil, se aproximou da carga de significados que existe por trás do final real.
Resumindo, as lições que tirei dessa leitura foram:
1 – O sofrimento na vida é algo que está além de nossas forças, podendo ser apenas resultado de uma junção mal ajustada das estrelas, um imprevisto da natureza ou o plano de algo maior – dependendo da sua cultura e crença. Mas o sofrimento na vida é algo com o qual devemos aprender a viver. Não superar, mas sim viver.
2 – Nem sempre as pessoas com quem contamos são exatamente aquelas em quem confiamos. As pessoas com quem contamos são aquelas que nos oferecem apoio e ajuda em tudo o que precisarmos no sentido físico. Já aquelas em quem confiamos são aquelas em quem depositamos nossos mais profundos segredos, que nos ouve e nos vê sem nos julgar e em quem podemos nos apoiar para sermos levados a lugares onde nossos pés jamais alcançariam ou enxergar coisas que nossos olhos jamais seriam capazes de ver. E, às vezes, a vida nos apresenta a uma pessoa em quem podemos confiar e contar.
3 – Nem sempre conhecemos tão bem as pessoas com quem nos relacionamos, mesmo que convivamos com elas diariamente e por anos.
4 – A rara habilidade de ouvir um coração bater pode se aplicar no sentido literal em casos como o de Tin Win, mas também serve como instrução para que aprendamos a absorver mais do mundo que nos rodeia.

E falando em sentido físico, eu amei, de paixão mesmo, sem exageros, a diagramação desse livro! Eu não sou muito fã de insetos eca!, mas sempre gostei muito de borboletas. E ultimamente andei pesquisando sobre técnicas de decoração de interiores com borboletas, que vão desde a impressão de gravuras estilizadas e adesivos de parede até molduras, quadros de acrílico e telas com borboletas empalhadas.

Quando eu vi a capa do livro, mesmo antes de ler qualquer coisa, pensei que a história teria algo relacionado com a natureza. Não estava de todo errada no final, mas compreendi que os insetos remetiam à curiosidade de Tin Win de desvendar tudo o que ele tanto ouvia, conseguindo assim aprimorar a capacidade de discernir cada som por suas peculiaridades. E no final, quando Julia descobre o que aconteceu com o pai dela, achei isso incrível porque me ensinou que não é preciso amar alguém pelo o que você vê superficialmente. É possível sim amar alguém conhecendo apenas as peculiaridades que compõem essa pessoa.

E uma curiosidade: Enquanto eu escrevia essa resenha, parei, alisei a capa do livro, contornei cada desenho e percebi uma coisa que me intrigou. Apenas o título e a metade de baixo dos desenhos de insetos estão cobertas por uma película brilhante. A parte superior da capa está fosca. Não sei dizer se é algum defeito de impressão ou se foi intenção da Editora Paralela (braço da Companhia das Letras e responsável pelo envio da obra pela Loteria da editora). Se foi intencional, eu ainda não consegui compreender o sentido disso, mas achei interessante.

Enfim, A Arte de Ouvir o Coração me conquistou de uma maneira que eu não esperava, mas que estava precisando. Tenho certeza que, quem o adquirir, vai colocar em sua estante uma obra capaz de tocar em todos os seus sentidos e também nos alicerces do seu interior.

Resenha: Proibida [Velvet]

18 jul

Olá meus amados bookaholics!

Eu participo de um grupo no Facebook que se chama Fuxico Literário. Lá rola debates super legais sobre livros e o pessoal até promove encontros, como o que aconteceu recentemente com os “fuxiqueiros” de Brasília.
O bom disso é que fico conhecendo muitos livros e também a repercussão que essas obras causam nos leitores. O ruim, é que a maioria do grupo é mulher e muitas, muitas mesmo, são viciadas na literatura que segue os padrões de 50 Tons de Cinza (se é que me entendem!).
Não tenho nada contra quem lê, então não critico. Mas também não leio. Não me sinto confortável com essas coisas de tortura e sadomasoquismo.
Mas resolvi arriscar a leitura de algo mais erótico, e acabei escolhendo o primeiro livro da série The Black Door, da autora Velvet. E então, empolgados para ver como foi minha primeira vez? De leitura de literatura erótica, hein!!! =P

Ficha Técnica:

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Autora – Velvet
Editora – Novo Século
Gênero – Romance/Erótico
Ano – 2013
Páginas – 228

 

 

 

 

 

Sinopse:

Entre o importante trabalho como sócia de uma firma de advocacia e o relacionamento com um dos solteiros mais cobiçados de Nova York, Ariel Vaughn parece ter tudo. Mas o sexo com o juiz Preston Hendricks havia esfriado consideravelmente. Por meio de um atraente acompanhante da Black Door ¿ uma boate de elite que satisfaz os desejos carnais de algumas das mulheres mais ricas de Nova York ¿ ela se encanta com um mundo de tentação irrestrita. Dentro da Black Door, máscaras elaboradas escondem as identidades do mundo real e o sexo é mais selvagem do que Ariel jamais conseguiu imaginar. Porém, as coisas fogem do controle e sua vida sexual entra em conflito com a real. Ela vai conseguir abrir mão de prazeres ilimitados? E quando ela descobrir a chocante identidade do homem mascarado, com quem viveu suas noites mais intensas, será capaz se afastar de lá?

Minha Opinião:

A escrita de Velvet (pseudônimo da escritora) é muito envolvente, mesmo que seja sempre em terceira pessoa. Os detalhes são descritos com uma perfeição que não cansa, apenas fascina porque são realmente muito contemplativos. E a trama é realmente intensa.
Temos Ariel Renné Vaughn, que é o retrato da mulher moderna, que tem independência financeira, sucesso na carreira e boas conquistas pessoais, inclusive sentimentais. Mas é o tipo de mulher que tem suas carências devido ao seu passado como órfã, e isso é um dos fatores que desgasta a relação dela com o solteiro mais cobiçado de Nova York, o juiz Preston Hendricks.
Quando ela percebe que a relação que antes considerava tão estável (apesar de não estarem casados) ruindo devido às ambições políticas de Preston, Ariel acaba se sentindo rejeitada, carente e desesperada por atenção.
Mas, como toda boa socialite, Ariel faz de tudo para manter as aparências diante de todos. E é em um dos eventos da alta sociedade nova iorquina que ela se vê confrontada a contratar um garoto de programa que lhe entrega o cartão a chave da porta da esperança da The Black Door.
A Black Door é uma boate cinco estrelas voltada ao público feminino. Lá dentro todas as fantasias sexuais são realizadas em salas temáticas pelos Servidores, garotas e garotos de programa, que trabalham sob o comando do proprietário Trey. Para entrar, é preciso ser indicada e a candidata passa por vários processos, desde exames médicos minuciosos, até entrevista de personalidade. Com isso são criadas máscaras personalizadas com as quais as damas poderão esconder suas reais identidades e desfrutar à vontade de tudo o que a Black Door tem a lhes oferecer.
À princípio, Ariel vai de curiosa, assumindo a máscara de sua melhor amiga, Meri Renick. Ela fica assustada com o que vê dentro da Black Door, como por exemplo, a investida de uma Servidora, que lhe propõe um serviço de qualidade na Sala Rosada (dedicada às fantasias de mulheres com mulheres).
Mas então, quando está indo embora, ela encontra um homem sedutor, jovem, de postura confiante, muito atraente, mas que não se assemelha em nada com os servidores que ela viu ali. Nesse encontro rola uma atração muito forte entre eles, mas não acontece nada, além deles se encostarem suavemente quando têm que desviar para que ele suba a escada por onde Ariel descia.
Depois disso, Ariel promete a si mesma que não vai mais voltar à Black Door, apesar de sua curiosidade em reencontrar o homem que a atraiu tanto, mesmo sob a máscara de couro preta com pedras ônix.
Mas, novamente o juiz Preston a troca por seus compromissos. Quando não é o senador Oglesby prometendo ajudá-lo a entrar para a Suprema Corte, é a jovem e tão prestativa assistente do juiz, Michelle, que desperta o ciúme de Ariel.
E então, depois de um mega barraco provocado pelo ciúme e a carência, Ariel decide voltar à Black Door e é aí que a trama pega fogo. Nem tanto pelos detalhes picantes que eu achei muito exagerados, mas sim porque o homem que a atraiu é o proprietário da Black Door, Trey.
E há muito mais coisas por trás da máscara de Trey do que Ariel esperava e, quando as máscaras finalmente caem, eles se veem presos numa trama que pode acabar com tudo: com a reputação e o relacionamento de Ariel, com a candidatura do juiz Preston ao Supremo e até com a Black Door.
Tudo está muito ligado e essa conexão  é o que me fez querer continuar com a leitura até o final porque não há romantismo na história, só atração e desejo cru que, quando saciado, acaba.
E o final do livro… Bem, não posso dizer que estou decepcionada porque ele nos faz pensar em quanta podridão há por trás da vida de pessoas ilustres e que são destaque na sociedade. Seja na tão badalada Nova York onde se passa a história, ou no cafundó dos Judas. Aonde existir interesses e cobiça, sempre existirá esse lado sujo e obscuro da sociedade.
Não gostei da história em si, mas Proibida nos faz refletir na formação de nossa sociedade e no quanto as pessoas se escondem atrás de máscaras. Velvet colocou isso no sentido físico da palavra máscara, adotando como reforço a função da Black Door: esconder mulheres finas que desejam liberar o pior de suas fantasias. Tudo às escuras. Tudo por trás de máscaras.
E quantas vezes nós não nos enfiamos em Black Doors e assumimos máscaras que não são nossas?
Bem, não tenho um repertório vasto de leituras eróticas e só peguei Proibida para ler mesmo porque vi que tinha essa reflexão por trás do erotismo. Aliás, como eu já disse, toda a parte sexual é muito intensa e detalhada, mas é crua. Depois de saciado o desejo, acabou a paixão. Então o que segura mesmo a história é a trama política e social inclusa.
Para quem gosta desse gênero, acredito que será uma ótima pedida, porque além de poder contar com as cenas quentes, tem essa capa que é linda de ter na coleção da estante! Eu não comprei, mas vi o livro na livraria e toda a parte da máscara da foto é brilhosa, com um relevo… Linda de morrer! Simplesmente feita para atrair os leitores do gênero em todos os sentidos!
Isso sem falar que essa é a primeira obra de uma série completa sobre a boate Black Door. Eu vi o slogan em algum lugar dizendo: “Because black is more sexy than grey” e achei genial! kkkkkkk

Velvet vem com tudo, trabalhando com uma escrita suave e densa ao mesmo tempo, exatamente como o tecido que a define (Velvet em português é Veludo). Confira as capas dos próximos lançamentos da série The Black Door (clique na imagem para ampliar):

Velvet

Resenha: Insurgente [Veronica Roth]

18 jul

Onda, onda, olha a onda… De distopias! #SongJokeFail

Passei meses louca pela continuação de Divergente (resenha aqui), aí quando lançam e eu finalmente consigo a versão digital, ela está cheia de erros. Esse é o relato real de uma leitora desempregada há sete meses e que chora suas agruras no blog! rsrsrsrs

Enfim, uma grande amiga me mandou há pouco mais de um mês uma versão digital melhor do que a dita cuja que eu havia conseguido anteriormente, então pude finalmente ler e entender essa saga que está gerando muito barulho por aí. Uns têm a audácia (quem leu a saga vai entender o trocadilho!) de dizer que se parece com Jogos Vorazes, de Suzanne Collins. Para mim, a única semelhança entre as duas trilogias é apenas o fato de serem distopias, já que o enredo é diferente e a linguagem é diferente. Mas vou detalhar isso depois e deixarei para vocês, leitores do CP tirarem suas conclusões.

Ficha Técnica:

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Autora – Veronica Roth
Editora – Rocco
Gênero – Literatura Juvenil
Ano – 2013
Páginas – 512

 

 

 

 

 

Sinopse:

Mais uma inebriante e emocionante história, repleta de reviravoltas, corações partidos, romance e poderosas revelações sobre a natureza humana. Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas.
Em Insurgente, segundo volume da bem-sucedida série de distopia que conquistou os fãs de Jogos Vorazes e alcançou o primeiro lugar na disputada lista dos mais vendidos do The New York Times, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama e a própria vida enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

Minha Opinião:

Na sequência eu não me decepcionei em nada. Todas as minhas expectativas foram atendidas e até superadas.
Veronica Roth explora em Insurgente a relação de Tris com as pessoas ao seu redor depois de todas as perdas em Divergente. E ela tem que aprender a lidar com essas perdas ao mesmo tempo que tenta se perdoar, já que a culpa pelo o que ela fez ao Will a corrói e assombra, além da culpa de manter isso em segredo de Quatro e Chris por tanto tempo.
Mas, quando ela consegue revelar o que fez, a relação dela com Quatro se abala de novo quando toda a ação que os rodeia acaba os dividindo. Tris não confia nem na mãe, nem no pai de Quatro, mas quando ela acha conveniente trabalhar com Marcus Eaton, isso deixa Quatro completamente irritado. E até certo ponto eu dou razão a ele, porque, mesmo sendo útil para as intenções de Tris, Quatro conhece o lado obscuro do pai como ninguém e mostrou esse lado a ela. O mínimo que ela poderia fazer era pelo menos compreender e não querer bater de frente.
E essa postura tão desafiadora da Tris me irritou profundamente em diversos momentos (curioso isso não, já que essa mesma postura foi tão motivadora no primeiro livro, né?). Isso porque ela começa a cometer idiotices impulsivas que, novamente, afetam o relacionamento dela com Quatro.
Me emocionei muito quando percebi o quanto Quatro ama a Tris e o quanto tudo o que aconteceu e continua acontecendo ao redor dele o deixa frustado com a situação do relacionamento deles. Isso me deixou ainda mais ansiosa para ler os ebooks que Veronica liberará com o ponto de vista dele, assim vou conseguir assimilar melhor esses sentimentos todos dele em Insurgente.
Mas, voltando, também fiquei comovida com alguns momentos de Tris. Como esse:

“Tris”, ele diz com firmeza. Ele nunca me mima. Eu desejo que, só desta vez, ele me mime. “Você tem que fazer. Você tem que sobreviver a isso.”

Senti como se ela estivesse choramingando, um reflexo da menina que ela ainda é apesar de suas atitudes tão maduras.
No meio de toda essa intensidade do relacionamento de Tris e Quatro temos a guerra que está acontecendo sob o comando de Jeanine Mathews, líder da facção Erudição. E é nessa facção onde os protagonistas encontram as respostas que procuravam e se surpreendem com alguns fatos que explicam com mais clareza o cenário político da série, ao mesmo tempo que deixa um gancho para o último livro Allegiant.
E preciso dizer: Veronica me surpreendeu muito! Especialmente com os personagens Caleb (irmão de Tris) e Peter (iniciado do Destemor que tentou matar Tris). Isso me trouxe a reflexão do quanto nos enganamos com a imagem que construímos das pessoas ao nosso redor e do quanto confiança e lealdade são sentimentos frágeis e voláteis. Esses dois personagens tiveram seus motivos para agirem da maneira que agiram, mas trazem em seus atos essa profunda mensagem.
E, no fim, achei que Insurgente trabalhou bastante essa questão das relações humanas, mais até do que as questões políticas que envolvem essa história distópica. Até pelo desfecho, quando eles descobrem a informação que tanto procuravam, percebemos isso já que Tris está muito mais ligada em toda a trama do que ela mesma imaginava, graças às relações familiares que ela tem e, também à sua relação com Quatro, cujo sobrenome tem muita importância entre os Sem Facção.
Quanto ao livro no aspecto físico, eu não consigo avaliar com plenitude, já que só tive acesso à versão digital. Mas eu ainda continuo encantada pela arte gráfica que compõe a capa, com a árvore que simboliza a Facção Amizade, mas quase completamente desfolhada e com os galhos secos. Depois que eu terminei de ler e tive essas reflexões que detalhei anteriormente, compreendi o significado dessa capa e amei, porque realmente expressa o que eu entendi como a essência do livro: as relações humanas e os ramos que as mantém unidas.
Agora, só nos resta esperar. E esperar, esperar, esperar. Estou ansiosíssima para ler Allegiant e os quatro ebooks no ponto de vista de Quatro, mas também não vejo a hora de assistir à adaptação! Isso porque se você amou ver Kate Winslet como mocinha em Titanic, vai pirar vendo ela como vilã na saga Divergente, no papel de Jeanine, líder da Erudição! #ElaPode

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Resenha: A Elite – Kiera Cass

18 jul

Se você é bookaholic como eu e está vidrado em distopias, tem que ler a série “The Selection”, de Kiera Cass!

Já postei a resenha do primeiro livro dessa série, aqui, e estava devendo a resenha do segundo livro há muito tempo. Mas chega de conversa e vamos ao que interessa!

Ficha técnica:

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Autora – Kiera Cass
Editora – Seguinte
Gênero – Literatura Juvenil
Ano – 2013
Páginas – 360

 

 

Sinopse:

A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto. America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e ela está prestes a perder sua chance de escolher.

 

 

Minha opinião:

Nesse segundo livro da série, continuamos a acompanhar a disputa pela coroa de Illéa e também pelo o coração do príncipe Maxon. Kiera Cass continua com sua escrita incrível que te prende do começo ao fim, mas aprofunda os conflitos emocionais da protagonista, America Singer, o que torna até determinado ponto a leitura extremamente cansativa.
Ou tornaria, se ela não tivesse equilibrado a balança dando um destaque maior para os personagens que, no primeiro livro, ficaram em segundo plano.
Uma das personagens que mais me surpreendeu foi, sem sombra de dúvidas foi Marlee Tames. Kiera criou uma trama tão perfeita em torno dessa personagem que, o que acontece com ela, afeta todos os outros ao redor.
A partir da revelação que choca todo mundo (confesso que fiquei boquiaberta tanto com a revelação envolvendo a Marlee, quanto com as consequências!), America começa a entrar ainda mais em conflito sobre o que sente por Aspen e o que sente por Maxon e isso, infelizmente, acaba afastando ela do príncipe. Mais tarde, ela percebe que a maneira como ela agiu foi imatura, precipitada, preconceituosa e injusta, mas então já pode ser tarde para apenas se arrepender e as consequências de suas ações só vão poder ser vistas em The One!
Bem, como sempre, a edição e diagramação dos livros (mesmo na versão digital que eu costumo ler) continua impecável! Acho que uma boa história se constrói com isso: boa escrita, bom enredo e boa edição. E a série de Kiera Cass, como eu já disse, chamou a minha atenção primeiro pela capa e depois pela história.
Em A Elite, percebemos também o aprofundamento das questões políticas que envolvem essa série distópica, com destaque para a relação complicada (dizer que é complicada é eufemismo!) do príncipe com o pai e nas informações sobre o fundador de Illéa, Gregory Illéa. E no quanto o pai de Maxon é tão ambicioso quanto o “herói” fundador da nação.
Apesar da dificuldade que tive em conseguir segurar a leitura nos primeiros capítulos por causa de todo o drama que America faz sobre ficar com Maxon ou Aspen, eu super recomendo a leitura porque Kiera Cass soube me prender ao explorar as características dos antagonistas e personagens de segundo plano, como por exemplo, as concorrentes de America. Conhecendo mais a fundo cada uma delas e a relação (algumas ficando mais e mais aprofundadas) com o príncipe Maxon, acabei conseguindo sentir mais curiosidade ainda pela história e pelas reações de America, sem me cansar de sua personalidade tão marcante, mas que às vezes me cansou no início da obra. E sim, achei muito cruel ela brincar com os sentimentos dos dois mocinhos do triângulo amoroso!
SPOILER: E mereceu ser deixada de lado por Maxon, que deu uma chance ao sentimento verdadeiro que uma das concorrentes criou por ele.

Agora, só nos resta esperar pelo final dessa disputa em The One, ou ver o que Kiera reservou em The Guard, e-novella que segue o sucesso da versão digital no ponto de vista do príncipe Maxon, mas dessa vez no ponto de vista da outra ponta do triângulo amoroso, o guarda e amor de infância de América: Aspen. Confira detalhes dessa notícia aqui.

 

 

Baixei e Gostei: A Elite, Kiera Cass

20 maio

No post de hoje, trago a resenha de mais um livro que eu não pude comprar baixei e devorei ao ler.
Para quem não conhece o primeiro livro da Kiera Cass, A Seleção, leia a resenha que o Claquete de Papel publicou aqui.

Confira a sinopse da continuação dessa série que vem causando rebuliço no mundo dos leitores.

 

A Elite (The Elite) – Kiera Cass, Editora Seguinte:

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A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Só uma se casará com o príncipe Maxon e será coroada princesa de Illéa. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Quando ela está com Maxon, é arrebatada por esse novo romance de tirar o fôlego, e não consegue se imaginar com mais ninguém. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto, dominada pelas memórias da vida que eles planejavam ter juntos.America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer — e ela está prestes a perder sua chance de escolher. E justo quando America tem certeza de que fez sua escolha, uma perda devastadora faz com que suas dúvidas retornem. E enquanto ela está se esforçando para decidir seu futuro, rebeldes violentos, determinados a derrubar a monarquia, estão se fortalecendo — e seus planos podem destruir as chances de qualquer final feliz.

 

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Minha Opinião:

 

Antes de tudo, sei que é errado julgar um livro pela capa. Mas a série de Kiera Cass chamou a minha atenção pela qualidade da produção gráfica. Mesmo na versão digital é possível perceber os detalhes que tornam a leitura encantadora aos olhos.
Nessa continuação, o texto, entretanto, é muito amarrado e cansativo porque mais da metade do livro fala da indecisão de America. E isso é muito irritante e me deixou surpresa, já que no primeiro livro a leitura flui fácil com a apresentação de todo o enredo, personagens e cenários.
Mas America simplesmente tem tudo o que todas as outras se engalfinham para ter, mas fica adiando a decisão por medo de ferir Aspen ou pior ainda: por medo do compromisso e responsabilidades que a coroa de Maxon lhe oferece.
No meio desse conflito emocional todo da protagonista, a ação fica por conta dos ataques rebeldes, que ficam ainda mais ameaçadores que no primeiro livro – e, em determinado momento, um dos ataques me deixou surpresa por causa do objetivo dos rebeldes no palácio. Além disso, o que torna a leitura suportável até a metade é a profundidade que Kiera dá nos personagens secundários. Nesse caso, as concorrentes de America na Seleção.
E é daí que surgem as grandes surpresas do livro!
Tanto na personalidade reveladora de cada concorrente, que antes ficou tão superficial em A Seleção, como na relação de Maxon com cada uma dessas concorrentes.
Algumas pessoas odiaram o comportamento do príncipe. Eu sou do time que amou cada atitude dele. Porque afinal, que homem agiria diferente se estivesse na situação dele, com cinco garotas brigando por seu amor ou no mínimo atenção, enquanto aquela que ele realmente amava – destaque para a conjugação do verbo no passado – fica enrolando se quer ou não ficar com ele? Certamente qualquer outro homem teria feito até coisa pior!
Eu gostei tanto da maneira como a personalidade de Maxon se revela nesse livro que eu acredito que O Príncipe (The Prince), a versão digital disponibilizada pela autora em seu site oficial, deveria ser sobre o ponto de vista dele, mas referente ao livro A Elite e não A Seleção, como realmente aconteceu.
Mas, para a nossa alegria, usando o jargão que enjoou conquistou o Brasil, essa história ainda não acabou e a briga pelo coração do Maxon ficou muito mais interessante quando America finalmente percebeu que com o coração de um homem apaixonado não se brinca!
Essa é uma das leituras que mais me deixou ansiosa pela continuação, porque é um tipo de conto de fadas, com príncipe encantado, castelos e frufrus num cenário pós-apocalíptico, com crises políticas que resultam em um colapso nas camadas mais pobres da sociedade, além de toda carga histórica e o forte apelo às morais sociais impostas pela Seleção que vêm à tona para bater de frente com o romance que, a princípio, deixa a leitura melosa.
Se Kiera Cass não pecar em exagerar nas indecisões de America como ela fez nesse livro, acredito que essa série tem tudo para fazer sucesso com seu desfecho nas livrarias (Embora alguns sites afirmem que se chamará “The One”, ainda não há confirmação oficial do nome, nem data de divulgação) e em breve nas telas, com a adaptação prevista para 2014 no formato de seriado.
E, no fundo, mesmo achando que America mereceu tudo o que sua falta de decisão a fez colher, ainda torço para que ela vença A Seleção e conquiste o coração do príncipe Maxon!

 

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Notícias sobre a adaptação da história:

– A CW havia comprado os direitos e até chegou a produzir um episódio piloto para o seriado de A Seleção ser lançado ainda em 2012, que contava com o elenco: Aimee Teegarden como America, William Moseley como Aspen (Embora eu honestamente acredite que ele seria melhor como Maxon, após a performance dele em As Crônicas de Nárnia) e Ethan Peck como Maxon.

– O lançamento da série foi adiado pela CW, que rejeitou o episódio piloto e as roteiristas, Elizabeth Craft (The Vampire Diaries e Angel) e Sarah Fain (produtora de The Shield), tiveram de revisar tudo para que um novo piloto pudesse ser filmado, com um novo grupo de atores.

– Diante das mudanças, a presença de Aimee Teegarden foi desconsiderada no novo piloto por sua participação na nova série da CW, Oxygen, ter sido confirmada.

– William Moseley também não confirmou participação nesse novo piloto e, embora o novo elenco não tenha sido divulgado, há rumores de que apenas Sean Patrick Thomas, que interpretaria o assessor da rainha, continuaria do elenco desse primeiro piloto rejeitado. Algumas fontes apontam Michael Melarkey para o papel.

– Alguns sites afirmam que o rei Clarkson, pai do príncipe Maxon, será interpretado por Anthony Head (Merlin).

Sites pesquisados:

Mundo Mania

Papperlipstick

Divaneando

Series News

Baixei e Gostei: Belo Desastre e Desastre Ambulante

16 maio

Que garota nunca desejou viver um romance com um Bad Boy que lhe faça cometer loucuras? Mas e quando essa garota também tem um passado que lhe condena – e do qual tenta fugir a todo custo – e que faz esse Bad Boy também cometer loucuras?

Pois é disso que se trata os livros de Jamie McGuire, Belo Desastre e Desastre Ambulante.

Minhas amigas no grupo do Facebook falaram tanto dessa obra que eu tive que conferir. E confesso: caí de amores pelo Bad Boy Travis Maddox!

Confira a Sinopse de cada livro abaixo:

Belo Desastre (Beautiful Disaster) – Jamie McGuire, Ed. Verus.

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A nova Abby Abernathy é uma boa garota. Ela não bebe nem fala palavrão, e tem a quantidade apropriada de cardigãs no guarda-roupa. Abby acredita que seu passado sombrio está bem distante, mas, quando se muda para uma nova cidade com America, sua melhor amiga, para cursar a faculdade, seu recomeço é rapidamente ameaçado pelo bad boy da universidade.

Travis Maddox, com seu abdômen definido e seus braços tatuados, é exatamente o que Abby precisa – e deseja – evitar. Ele passa as noites ganhando dinheiro em um clube da luta e os dias seduzindo as garotas da faculdade. Intrigado com a resistência de Abby ao seu charme, Travis a atrai com uma aposta. Se ele perder, terá que ficar sem sexo por um mês. Se ela perder, deverá morar no apartamento de Travis pelo mesmo período. Qualquer que seja o resultado da aposta, Travis nem imagina que finalmente encontrou uma adversária à altura.

Desastre Ambulante (Walking Disaster) Jamie McGuire, Ed. Atria Books (Estrangeira)

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Finalmente, o tão aguardado follow-up para o New York Times best-seller “Beautiful Disaster”. Você pode amar alguém demais? Travis Maddox aprende duas coisas de sua mãe antes de morrer: Ame com força. Lute ainda mais. Em “Walking Disaster”, a vida de Travis está cheia de mulheres rápidas, jogo clandestino e violência. Mas só quando ele pensa que ele é invencível, Abby Abernathy o põe de joelhos. Toda história tem dois lados. “Em Beautiful Disaster”, Abby tinha a dizer. Agora é hora de ver a história através dos olhos de Travis.

Minha Opinião – Livro #1:

Em Belo Desastre acompanhamos como Abby Abernathy começa sua jornada na faculdade e, principalmente, começa uma jornada num terreno que ela mantém em mistério a maior parte do livro: a área sentimental.
Quando ela conhece o encrenqueiro e mulherengo Travis Maddox, primo do namorado de sua melhor amiga, ela percebe na hora que tem que se manter longe dele. Tudo dentro dela apita para manter distância e grita “Perigo, perigo, perigo”.
E bem que ela tenta.
Mas isso só desperta ainda mais o interesse de Travis por Abby. Afinal, qual Bad Boy consegue resistir a um bom jogo de conquista?
Nesse momento temos uma boa dose de diversão ao ver as tentativas – falhas – da Abby de fazer com que Travis perca o interesse nela. Mas dizem que homem quando está interessado, corre atrás. E Travis leva isso ao limite.
Enfim, os dois decidem que serão amigos – mesmo que ninguém dê crédito a isso – numa tentativa de manter um ao outro em suas vidas, sem necessariamente envolver sentimentos. Ou sexo.
Mas, claaaaaroooo isso não dá nada certo, principalmente a partir do momento que Travis percebe que gosta de Abby de um jeito que nunca gostou de nenhuma outra garota e começa a lutar para fazê-la ver isso.
E entre risadas pelas investidas criativas dele, eu acabei morrendo de raiva da Abby. Acabamos percebendo que, muitas vezes deixamos de viver bons momentos em nossa vida, sem necessariamente existir a conotação sexual, apenas por puro medo.
No final, acabei percebendo que me viciei nessa história por causa de todas as idas e vindas que me fizeram viver cada aflição e emoção dos personagens. De ressacas a acessos de fúria, acabamos nos sentindo na pele dos personagens. Especialmente de Travis.
É uma leitura que eu super recomendo por ser um romance que, a princípio, tem tudo para ser clichê, mas que acaba surpreendendo pela intensidade de sentimentos de cada personagem.
Detalhe adicional: é uma história completa porque tem sua dose certa de romance, drama, comédia e também ação com a violência que rodeia a vida de Travis e, como descobrimos em certo ponto, na de Abby também.

Minha Opinião – Livro #2:

Como se não bastasse nos viciar na história, Jamie McGuire nos deu de presente toda a aflição e alegrias vividas no primeiro livro de novo, mas pelo ponto de vista de Travis Maddox.
Se antes odiamos a Abby, mesmo acompanhando seus pensamentos e linhas de justificativas, nesse livro passamos a querer matá-la ao ver o quanto Travis se sente com a maneira como ela reage às investidas dele. E sabe o que é mais legal??? É que aquele palavrão que a gente sente vontade de falar para xingar a Abby, o Travis realmente xinga por nós!!!!
Tem como não amar esse cara???
Bem, no começo temos um recorte do passado de Travis, mostrando o que aconteceu à sua mãe e isso já nos serve como uma justificativa para o comportamento arredio dele não apenas com relação às mulheres, como também com o mundo das lutas clandestinas.
Vemos então todo o processo já lido no livro anterior de como ele conhece Abby e como ele acredita que ela seja um Beija-flor no meio de tantos Abutres. E vamos ser francos: por mais Bad Boy revoltado que um cara seja, no fundo é isso mesmo que ele deseja encontrar em sua vida, não é?
E a partir daí começa a diversão. Eu, particularmente, sofri e ri muito com os acessos de ciúme, os planos criativos de conquista e as explosões de fúria do Travis. E também me derreti com as confissões apaixonadas. À la Travis Maddox, claro!
Achei bem legal esse livro porque a gente se sente não apenas da cabeça de um homem, mas na cabeça de um homem complicado que luta para não se apaixonar por aquela garota por perceber que ele não é bom o suficiente para ela.
Acho isso muito lindo mesmo!
Confesso que me identifico um pouco com Abby em alguns momentos, como a recusa a falar palavrão – por isso ri tanto do Travis falando palavrão o tempo todo – ou a maneira como Travis expressa seus sentimentos às vezes e que a deixa assustada. Mas nada justifica o sofrimento que ela fez ele passar! E sim, é de roer as unhas de raiva!!!
Nesse livro a gente tem uma carga um pouco maior de diversão pelo fato de o ponto de vista do Travis ser mais divertido do que o de Abby, mas também é mais tenso igualmente pelo fato de Travis ser explosivo e impaciente.
Achei apenas que foi um pouco mais cansativo em alguns pontos por causa da repetição de cenas, mas que é justificável pela diferenciação na narrativa, que antes era feita pela Abby.
Mas, no mais, achei o livro perfeito! Portanto, super recomendo o download e, quem estiver com mais Dilmas na carteira do que eu, recomendo que compre porque é um daqueles livros para se ler quando estamos na fase do meio termo: Não estamos a fim de ler/ver nada muito romântico, mas sentimos necessidade de ler/ver algo que nos conforte e nos divirta!

Extra:

O blog Envenenadas pela maçã fez um post com, segundo elas, o candidato apontado por Jamie McGuire para interpretar Travis Maddox na adaptação para as telonas de Belo Desastre. VALE MUITO A PENA CONFERIR, MENINAS! *—*
Clique Aqui

Baixei e gostei: Difícil de Amar – Kendall Ryan

29 abr

Quem ama livros, mais cedo ou mais tarde, acaba cometendo certas loucuras. Ou vão dizer que nunca entraram num site para comprar um livro e acabaram levando outros três – ou cinco – que nem pensavam em comprar?
Como minha carteira anda sem Dilmas para cometer essas loucurinhas gostosas, acabei encontrando um novo vício compulsivo: baixar ebooks.

Eu sempre torci o nariz para ebooks. E ainda não gosto e prefiro sentir o peso do livro na minha mão, cheirar a capa e as páginas, alisar as folhas para adivinhar o tipo de papel e gramatura… Essas coisas que só leitores apaixonados fazem quando pegam em um livro antes de lê-lo. Mas, na falta de dinheiro, os ebooks são uma opção indispensável.

E, honestamente, não foi tão ruim ler livros pelo celular como eu pensava. A primeira leitura que fiz foi logo de uma trilogia – pela qual, inclusive me apaixonei: Jogos Vorazes, Em Chamas e Esperança, de Suzanne Collins – e não foi tão incômodo quanto ler pelo computador.

Enfim, o post de hoje traz a vocês uma das últimas leituras que fiz via ebook: Difícil de Amar, de Kendall Ryan.

O arquivo foi encontrado em um dos blogs parceiros do Claquete de Papel, o Love Series e Afim, que eu tinha acessado para buscar um outro livro. Mas quando eu li a sinopse, simplesmente não resisti e baixei.

Leiam abaixo a Sinopse:

Cade sempre se arriscou… Cade cuida de sua irmã mais nova e doente fazendo o que faz de melhor: lutando e estrelando em filmes adultos, o seu mais novo louco esquema para ganhar dinheiro e assim poder pagar as contas médicas crescentes de sua irmã. Quando o seu mais recente trabalho faz que com ele tenha que ser admitido na emergência de uma clínica médica ostentando uma ereção do inferno, graças à pequena pílula dada a ele pelo diretor, não consegue tirar a enfermeira bonita que cuidou dele de sua cabeça, mesmo sabendo que ela está tão fora de seu alcance que deveria ser ilegal. Alexa sempre jogou pelo seguro… Cansada de ser rotulada como uma doce, inocente e empenhada estudante de enfermagem, Alexa tem procurado maneiras de quebrar a imagem de santinha que todos têm dela. Quando sua amiga sugere que ela perca sua virgindade com a estrela pornô sexy e seguramente qualificada para a missão, Alexa acha a ideia bizarra e fica mortificada. Porém quando Cade recusa a sua proposta, ela encontra-se chateada e envergonhada. Mas ela não está preparada para o que encontra quando decide procurá-lo para lhe dizer o que pensa da sua atitude idiota. Vê-lo cuidar de sua irmã mais nova mexe com seu coração, e de repente a situação não é mais apenas sobre a perda de sua virgindade, mas sobre ajudar Cade. Porque o Senhor a ajude, ela pode estar realmente se apaixonando por uma estrela pornô…

 

Minha Opinião:

Apesar de parecer pesado, o livro trata sobre a linha tênue que existe entre sexo e amor, prazer e sentimento, trabalho e responsabilidade. Cada capítulo é no ponto de vista de um personagem, alternando entre Cade e Alexa. Cade é um personagem instigante, divertido, maduro e ao mesmo tempo impulsivo. Obrigado a assumir responsabilidades muito cedo, ele acaba se dedicando às suas obrigações e se esquecendo de cuidar de si mesmo e de tentar manter um relacionamento. Enquanto isso, Alexa sempre foi bem cuidada, sempre protegida pelos pais e sempre teve todas as oportunidades possíveis que a vida poderia lhe dar: pais ricos, uma boa casa, uma boa faculdade, um bom carro, um bom apartamento, bons amigos e bons pretendentes.
Quando o caminho dos dois se cruza de uma maneira muito engraçada – e constrangedora para o Cade -, surge uma conexão que nem mesmo os dois entendem.
Depois de idas e vindas, Alexa ajuda Cade a enfrentar as dificuldades que aparecem com relação ao tratamento da irmã e, em contrapartida, Cade a retribui oferecendo seu próprio corpo para que ela ganhe experiência na arte de dar e receber prazer.
No começo, confesso que fiquei com um pé atrás pensando que era um tipo de obra que tentaria pegar o embalo do sucesso que a literatura do estilo 50 tons fez no público feminino. Mas, conforme a leitura foi avançando – muito rápido, afinal o livro é curtinho -, fui percebendo que, além de não se tratar de um relacionamento apoiado no sadomasoquismo, o livro de Kendall Ryan trabalha justamente as questões que citei anteriormente. É muito interessante porque você acaba refletindo em como às vezes ignoramos essas questões em nossa vida, por julgarmos uma coisa mais importante que a outra quando, na verdade, Cade e Alexa nos mostra que sempre há um equilíbrio para tudo. Inclusive quando se trata de sexo e amor, ou de prazer e sentimento.
Portanto, super recomendo esse download, e, assim que eu puder, vou correndo comprar o livro para reler porque me diverti demais com o Cade. Esse é o tipo de personagem sincero, autêntico e intenso que consegue arrancar suspiros, mas também boas risadas!

hard-to-love-kindle-cover Sobre a autora (Por Amazon):  Kendall Ryan é a autora dos best sellers sucesso do New York Times e EUA Today com os romances contemporâneos Difícil de Amar (Hard to Love), Desvendar (Unravel) e Me faça sua (Make me yours).
Ela é atrevida, politizada em Midwestern com um profundo amor de livros, e uma ligeira dependência de gloss! Ela tem um diploma de bacharel em marketing, alguns muitos livros de namorados e dois filhotes de cachorro muito desobedientes.
Visite-a em: www.kendallryanbooks.com para as últimas notícias do livro, eventos divertidos e brindes!

 

 

 

 

Próximo lançamento:

Compre aqui (Sites internacionais): Amazon | Barnes and Noble | Paperback

Resisting-Her

Resenha: A Sangue Frio

23 abr

A resenha de hoje é sobre um livro que eu li na faculdade e que – entre tantos outros que me marcaram nessa fase -, ficou gravado em minha memória.

A Sangue Frio, de Truman Capote, foi publicado em 1966 e relata detalhes sobre o assassinato brutal de uma família no interior do estado de Kansas, nos Estados Unidos.

A ideia para escrever o livro surgiu quando Capote leu uma nota em um jornal que noticiava o assassinato da família Clutter em 1959. O resultado de suas apurações foi publicado em quatro partes na The New Yorker.

Leia a seguir a sinopse do livro:

O americano Truman Capote foi um escritor versátil: produziu textos de qualidade em vários gêneros (contos, peças, reportagens, adaptações para TV e roteiros para filmes). Mas sua grande obra foi o romance-reportagem A Sangue Frio, que conta a história da morte de toda a família Clutter, em Holcomb, Kansas, e dos autores da chacina.Capote decidiu escrever sobre o assunto ao ler no jornal a notícia do assassinato da família, em 1959. Quase seis anos depois, em 1965, a história foi publicada em quatro partes na revista The New Yorker. Além de narrar o extermínio do fazendeiro Herbert Clutter, de sua esposa Bonnie e dos filhos Nancy e Kenyon – uma típica família americana dos anos 50, pacata e integrada à comunidade -, o livro reconstitui a trajetória dos assassinos.Perry Smith e Dick Hikcock planejaram o crime acreditando que se apropriariam de uma fortuna, mas não encontraram praticamente nada. Perry era um sonhador. Teve criação conturbada e violenta, e achava que a vida lhe tinha dado golpes injustos. Dick, considerado o cérebro da dupla, queria apenas arrebatar o dinheiro e desaparecer.Presos e condenados, ambos morreram na forca em 1965. Publicado no mesmo ano da execução dos assassinos, A Sangue Frio rapidamente se tornou um sucesso de crítica e vendas, rendendo alguns milhões de dólares ao autor.A intensa relação que Capote estabeleceu com suas fontes foi determinante para o êxito da obra. Além de passar mais de um ano na região de Holcomb, investigando e conversando com moradores, ele se aproximou dos criminosos e conquistou sua confiança. Traçou um perfil humano e eloqüente dos dois meninos, como costumava chamá-los.Por seu estilo que combina a precisão factual com a força emotiva da criação artística – um romance de não-ficção, nas palavras do próprio autor -, A Sangue Frio é um marco na história do jornalismo e da literatura dos Estados Unidos. Reflexão sutil sobre as ambigüidades do sistema judicial do país, o texto desvenda o lado obscuro do sonho americano.

Ficha Técnica (Lojas Americanas):

Título: A Sangue Frio
Autor: Truman Capote
Editora: Companhia das Letras
ISBN: 8535904115
Páginas: 440
Edição: 1
Tipo de capa: Brochura
Ano: 2003
Idioma: Português

Conheça algumas capas do livro:

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Minha opinião:

Quando eu comecei a ler A Sangue Frio, estava meio traumatizada pela última leitura que os professores haviam passado: “Chatô, O Rei do Brasil”, de Fernando Morais. Algum dia eu farei uma resenha contando lamuriando essa leitura tão importante cansativa para vocês!

Mas voltando ao Capote, eu iniciei a leitura meio empurrada. E no começo do livro é tudo muito chato de ler porque em alguns momentos Capote é muito detalhista, dando o tipo de descrição que torna a dinâmica de leitura mais lenta e cansativa. Mas conforme você vai conhecendo não apenas os eventos que antecedem a morte de cada membro da família Clutter, como também o passo a passo dos assassinos, você acaba se empolgando na leitura e então, quando percebe, o livro já acabou.

Acabou e deixou você com terríveis pesadelos!

Não sei vocês, mas quando eu assisto um filme de terror não fico com medo porque eu sempre digo para mim mesma que aquilo não foi real, que para fazer o monstro ou assombração foi preciso uma equipe de maquiagem por trás e nas cenas de morte são dublês e próteses que simulam membros cortados. Mas quando eu assisto programas policiais, daqueles que dão ênfase a cada detalhe de um assassinato como se fosse o evento mais espetacular do ano, acabo não conseguindo dormir à noite.

E com o livro A Sangue Frio foi assim. Por mais que algumas pessoas digam que essa obra foi uma fraude de Truman Capote, eu acabei ficando impressionada com o relato desse crime que chocou a sociedade americana na época. Só para vocês entenderem, a cidade onde tudo acontece é no interior de um estado que já é considerado interior pelos americanos, e é uma época onde tudo é pacato e pacífico.

Não vou dar spoilers sobre os motivos – que para mim não são motivos – dos assassinos e nem como os membros são mortos. Mas tudo acontece de maneira tão brutal que parece até surreal. Quando eu terminei de ler o livro, fiquei questionando até que ponto o ser humano é capaz de ir por motivos tão frios e inexplicáveis.

Mas apesar dos pesadelos, esse livro foi muito marcante na minha formação acadêmica porque me mostrou como é a estrutura de uma  reportagem literária e me fez entender melhor o que é o romance não ficcional, que alguns consideram um divisor de águas para o chamado Novo Jornalismo.

Para quem gosta dessa pegada policial, é um livro que eu super indico porque, como eu já disse, é rico em detalhes dos eventos que levam ao assassinato e também porque, ao contrário de tudo o que você já deve ter lido do gênero policial, é algo que aconteceu de verdade, com pessoas de verdade, e isso torna tudo muito mais vívido e emocionante.

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Os assassinos, Richard Hickock e Perry Smith, em fotografia quando foram capturados

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As vítimas (em sentido horário): Herbert Clutter, Bonnie Clutter, Kenyon Clutter e Nancy Clutter

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Jornal regional noticiando o assassinato da família Clutter

 

Leia também:

“A Sangue Frio errou, e daí?” – Revista Veja

“A Sangue Frio, romance de Truman Capote, é uma farsa jornalística?” – Revista Bula

“Policial americana quer reabrir caso ligado ao livro A Sangue Frio” – Portal G1

Sites pesquisados:

Lojas Americanas

Globo – Portal G1

Infoescola

 

Blog Parceiro #1: Leitora Sempre

22 abr

Fiquei pulando de felicidade quando abri a caixa de e-mail (depois de um dia inteiro sem internet… =/) e vi a resposta da Jéssica Rodrigues!

Essa estudante de Publicidade e Propaganda, possui um dos blogs que eu mais gostei com essa pegada literária e que fala um pouco sobre adaptações.

Com um layout simples e bem feminino, o Leitora Sempre, me conquistou pela variedade de assuntos abordados dentro desse tema que tanto amamos.

Além das promoções feitas em parceria com as editoras parceiras, o Leitora Sempre possui widgets de publicidade, além do widget do Skoob que é facilmente disponibilizado para usuários do Blogger, onde o LS da Jéssica está hospedado.

Tenho certeza que você, leitor do Claquete de Papel, vai adorar acompanhar tudo o que é postado no Leitora Sempre, da mesma maneira que acompanha tudo o que postamos aqui.

E que esse seja apenas o 1º Take de uma parceria que vai render muitos posts e muita leitura!

236555775084 blogueira(Clique na imagem para ler o perfil da autora do Sempre Leitora ampliado)

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Visite o Leitora Sempre!

Baixei e gostei: A Seleção – Kiera Cass

11 abr

Recentemente eu tenho baixado um monte de ebooks para ler. Confesso que não gosto muito de ler pelo celular, ou pelo computador, mas os livros digitais são a opção para quem não está em condições para comprar o livro físico. Ou seja: Não existe desculpa para ler apenas um livro por ano, hein!!!

Enfim, um dos livros que li recentemente e gostei bastante foi A Seleção, de Kiera Cass. Eu via muita gente comentando em páginas do Facebook sobre esse livro e fui procurar o PDF para download. Mas, o que eu me esqueci, foi de procurar a sinopse para ler antes de baixar. Resumindo a história, eu li o livro acreditando que era apenas um quando na verdade era o primeiro de uma trilogia!

Então, caso você esteja interessado em A Seleção, aí vai a sinopse para você não baixar o livro e ser pego de surpresa ficando no vácuo como eu no final do ebook!

Para trinta e cinco garotas, a “Seleção” é a chance de uma vida. Num futuro em que os Estados Unidos deram lugar ao Estado Americano da China, e mais recentemente a Illéa, um país jovem com uma sociedade dividida em castas, a competição que reúne moças entre dezesseis e vinte anos de todas as partes para decidir quem se casará com o príncipe é a oportunidade de escapar de uma realidade imposta a elas ainda no berço. É a chance de ser alçada de um mundo de possibilidades reduzidas para um mundo de vestidos deslumbrantes e joias valiosas. De morar em um palácio, conquistar o coração do belo príncipe Maxon e um dia ser a rainha.
Para America Singer, no entanto, uma artista da casta Cinco, estar entre as Selecionadas é um pesadelo. Significa deixar para trás Aspen, o rapaz que realmente ama e que está uma casta abaixo dela. Significa abandonar sua família e seu lar para entrar em uma disputa ferrenha por uma coroa que ela não quer. E viver em um palácio sob a ameaça constante de ataques rebeldes.
Então America conhece pessoalmente o príncipe. Bondoso, educado, engraçado e muito, muito charmoso, Maxon não é nada do que se poderia esperar. Eles formam uma aliança, e, aos poucos, America começa a refletir sobre tudo o que tinha planejado para si mesma — e percebe que a vida com que sempre sonhou talvez não seja nada comparada ao futuro que ela nunca tinha ousado imaginar.

Eu ando numa vibe de livros com histórias distópicas (enredo pós-apocalíptico), então eu gostei bastante de A Seleção. É uma história que te faz refletir sobre amor e paixão, disputa e amizade, poder e humildade. A divisão de Castas na sociedade em que America Singer vive, impondo sua família a uma condição de pobreza, leva-nos a refletir sobre nossos talentos e também sobre relacionamentos. Eu ainda não pude comprar o livro, mas estou louca querendo só pela diagramação que eu achei maravilhosa!

Mas não termina por aí!!!

O segundo livro da série tem lançamento previsto para 23 de Abril e vem ao Brasil como “A Elite”, sendo que a saga conta ainda com um terceiro livro “O Príncipe” que será disponibilizado apenas online.

No site oficial da autora Kiera Cass, é possível ler quotes de A Elite (só para atiçar ainda mais nossa curiosidade!).

E ainda tem mais!!!

Para quem está roendo as unhas de ansiedade para saber quem será o escolhido de America e se ela será definitivamente a escolhida para governar ao lado do príncipe Maxon, pode ficar tranquilo porque em breve teremos a adaptação para a televisão!

A CW comprou os direitos para transformar a história de Kiera Cass em uma série e o piloto já foi gravado e até regravado. De acordo com alguns sites especializados, o piloto para a série foi gravado com Aimee Teegarden, Ethan Peck e William Moseley nos papéis principais, mas outros sites dizem que o piloto foi regravado com um novo elenco, incluindo os atores Sean Patrick Thomas e Peta Sergeant, que teriam sido dispensados. Ou seja, ainda há muita especulação em torno da série e, por enquanto, a única certeza é de que ela vai ser gravada, independentemente de qual seja o elenco final.

Nesse link é possível ver algumas fotos dos bastidores da gravação do primeiro piloto.

Para ficar por dentro do que está acontecendo a respeito dos livros de Kiera Cass, acesse o The Selection Br.

Para comprar o livro A Seleção, acesse aqui. E para adquirir a pré-venda de A Elite, acesse aqui.

A_SELECAO_1346171852P The Prince Cover the-elite

  • Ficha Técnica:

Autor: Kiera Cass
ISBN:9788565765015
Editora: Seguinte
Número de páginas: 368
Encadernação: Brochura
Formato: 16 X 23 cm
Ano Edição: 2012

Sites pesquisados:
Divaneandoo

Quedelícianégente

Bookeando

The Selection Br

Kiera Cass

Resenha: Divergente

10 abr

Após o sucesso do primeiro filme da trilogia Jogos Vorazes, de Suzanne Collins, as obras  Distópicas tornaram-se febre e vem ganhando cada vez mais leitores. Sou uma grande fã desse gênero que busca traçar cenários em um mundo pós apocalíptico e comecei a gostar justamente após ler Jogos Vorazes e assistir ao primeiro filme da trilogia.

Hoje falaremos sobre a série Divergente, de Verônica Roth.

Abaixo segue a sinopse do livro e, em seguida os meus comentários.

“Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em 5 facções – Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição – e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível.Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é, na verdade, uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.”

Minha análise:

Eu ainda estou lendo Insurgente – segundo livro da série -, mas já posso dizer que gostei muito da história. A questão da aptidão te leva a refletir quais são suas virtudes e, se você estivesse no lugar de Beatrice/Tris, em qual camada da sociedade você se enquadraria. Achei uma história muito envolvente, cheia de ação e que te prende do começo ao fim. Os personagens são muito intensos, que possuem tantos detalhes físicos e de personalidade que você tem uma visualização nítida deles.
Ainda não pude comprar o livro, tendo realizado minha leitura por e-book via celular. Mas achei bem agradável e a arte da capa é inspirada no símbolo de uma das facções.

A série vem fazendo tanto sucesso que a Summit já comprou os direitos do filme e promete lançamento para março de 2014. Para interpretar o casal principal – Beatrice/Tris e Tobias/Quatro – foram escolhidos Shaylene Woodley (“The Amazing Spiderman 2”, “Os Descendentes” e cotada para “A Culpa é das Estrelas”) e Theo James.

Mas não para por aí! De acordo com informações da Variety, o elenco para a adaptação cinematográfica da série vai contar ainda com nomes como Zoë Kravitz, Ansel Elgor, Maggie Q e Kate Winslet.

Confira mais notícias sobre a série Divergente aqui.

Ainda não conhece a história? Compre o livro no Submarino, ou faça o download da versão em PDF aqui.

A série ainda conta com um terceiro livro, chamado Free Four, que é o ponto de vista de Quatro sobre um trecho de Divergente. Vale a pena conferir antes de ler Insurgente!

Confira o que outros blogs estão dizendo sobre Divergente:

http://theserialreader.blogspot.com.br/2013/04/novidades-elenco-de-divergente.html

http://liproninonline.blogspot.com.br/2013/04/mais-tres-atores-juntam-se-ao-elenco-de.html

http://deia-galvao.blogspot.com.br/2013/03/elenco-de-divergente.html

Ficha Técnica:

Título: Divergente

Autor: Veronica Roth

Editora: Rocco

Páginas: 504

Onde comprar: Livraria Cultura

Resenha: A Hospedeira O Filme

10 abr

Como muitos sabem, Stephennie Meyer – autora da Saga Crepúsculo – lançou um romance de ficção científica chamado The Host (A Hospedeira) em maio de 2008.

Ainda não leu o livro? Acesse esse link e baixe o e-book grátis!

https://docs.google.com/file/d/0BynnlOSXnXqqZDlTVDVRTGE0Ums/edit

Eu confesso que não gostei muito do livro. Participo de um grupo no Facebook que discute tudo sobre livros e filmes e, na época que eu terminei de ler pela primeira vez, eu expliquei o quanto achei falha a escrita de Meyer em A Hospedeira. Abaixo segue o que eu publiquei neste mesmo grupo após assistir ao filme no cinema.

Não sei se todas já foram assistir ao filme, mas prometi para algumas que comentaria o que achei. Como discutimos anteriormente – e vocês podem caçar esse tópico para checar -, eu afirmei que não gostei do livro. Eu esperava mais da Meyer em um assunto que poderia ser tão bem trabalhado como a ficção científica, já que você tem uma liberdade maior para criar. Mas o filme justamente acertou por ter criado tudo o que Meyer falhou no livro, complementou o que era fraco e aperfeiçoou o que era bom.
Não sei se vão lembrar, mas, após ler o livro, eu torcia pelo Ian.
Eu estava com um pé atrás quanto ao elenco escolhido porque a Melanie que eu imaginei pela descrição de Meyer tinha um físico mais forte que o de Saoirse Ronan, que deu vida à personagem nas telas – e cooooomo! Já quanto ao Jared, eu o tinha imaginado mais velho do que Max Irons, mas me surpreendi com a jovialidade ( leia-se subliminarmente: sex appeal!! *0*) e ao mesmo tempo maturidade que ele trouxe ao personagem. E quanto ao Ian, quando eu soube que Jake Abel o interpretaria, fiquei com receio de enxergá-lo com as feições do filho de Hermes, de Percy Jackson.

Mas me surpreendi mesmo.

Voltando um pouco: minha preferência pelo Ian no livro. Nas telas, Saoirse interpretou com tamanha maestria o conflito entre Melanie e Peg que você se pega em conflito junto com ela. Eu não senti nada disso quando eu li o livro, porque eu sentia que Mel estava lutando por Jared e Peg vivenciava esse sentimento por estar partilhando o mesmo corpo e as mesmas emoções. Na tela, essa dualidade fica muito mais complexa, mas ao mesmo tempo muito mais intensa e nítida ao público.

É algo simplesmente impressionante! 

A maneira como Melanie é intensa dentro de Peg e ao mesmo tempo o quanto a personalidade de Peg fica tão ressaltada desde o momento em que ela entra no corpo de Mel…
Acho que o trabalho de Andrew Niccol em roteirizar e dirigir A Hospedeira foi impressionante justamente por ter aparado as arestas que eu achei que Meyer poderia ter trabalhado melhor. E ele fez isso com maestria.

Olha, dou o braço a torcer: ME SURPREENDI!

Do início ao fim, mesmo nas cenas que eu achei que já sabia de cor – já que eu li A Hospedeira duas vezes -, acabei me surpreendendo. Essa é a definição que eu tenho para o filme.
Não vou contar quais, mas Andrew Niccol chegou até a mudar certos detalhes descritos por Meyer e que, na minha opinião, serviram apenas para tornar o filme mais jovial, mais perto da proposta de enredo, mais atraente e ao mesmo tempo mais emocionante e surpreendente.
Enfim, essa é a análise que eu fiz do filme. Como eu disse, eu não tinha gostado do livro, mas reconheço que o filme ficou surpreendente. Aquelas que gostaram do livro, acredito que vão gostar do filme. Eu decidi ir assistir de última hora porque, embora eu esteja trabalhando, a mulher até agora não me pagou, mas minha mãe insistiu para eu ir por eu ter ficado a semana inteira de molho por causa da gripe e estressada por causa desse lance do trampo… No final decidi ir, mesmo com o dinheiro contadinho, e valeu a pena!

Ou quase… Se eu não fosse a única na sessão das 16h20 que não estava acompanhando a filha de doze anos com o grupinho de coleguinhas, eu teria conseguido me concentrar melhor e teria absorvido ainda mais detalhes do filme para passar para vocês. É sério gente, até pega-pega dentro da sala duas garotinhas brincaram quando voltaram do banheiro!!! ¬¬’ Me deu vontade de ir jogar meu copo de cola cola na cabeça da mãe que, COM CERTEZA, deveria estar no 15º sono nessa hora pra não ver uma coisa dessas!!! #Táparei kkkkkkkkkkk

Como eu disse, para quem gostou do livro acredito que vá gostar do filme também. Eu, mais uma vez, confesso que me surpreendi com a qualidade do filme e credito isso ao trabalho de roteirização de Andrew Niccol, que também dirigiu o longa.

Portanto, se você é fã da autora da Saga Crepúsculo ou gosta de Ficção Científica, vale a pena assistir A Hospedeira porque é ação e emoção do começo ao fim!

Assista ao trailer:

 

  • Ficha técnica:

Diretor: Andrew Niccol
Elenco: Diane Kruger, Saoirse Ronan, Frances Fisher, Max Irons, Jake Abel, William Hurt, Boyd Holbrook, Chandler Canterbury, Scott Lawrence, Raeden Greer, Marcus Lyle Brown, Shawn Carter Peterson, Mustafa Harris, Stephen Rider, David House, Phil Austin, Jaylen Moore, Tatanka Means, Evan Cleaver, Robert Douthat, Gustavo I. Ortiz, Alexander Roessner
Produção: Stephenie Meyer, Paula Mae Schwartz, Steve Schwartz
Roteiro: Andrew Niccol
Fotografia: Roberto Schaefer
Duração: 125 min.
Ano: 2013
País: EUA
Gênero: Terror
Cor: Colorido
Distribuidora: Imagem Filmes
Estúdio: Chockstone Pictures / Inferno Entertainment
Classificação: 12 anos

Quatro Notas

E algo mais...

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A busy author's best friend

That's My Happy Place

“Li livro durante toda a minha vida. E, quando mais precisei lê-los, os livros me deram tudo o que pedi e mais."

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O Diário de Uma Águia Francesa

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Revista Marabá

Tudo o que envolve cinema e ações que incentivam o gosto pela sétima arte

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Entendendo o universo feminino

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e vamos tomar uma cerva?

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