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Notícias: Andross Editora publica obras de autores em início de carreira

6 jan

Gosta de escrever? E já imaginou ter seus textos publicados???

Nem pense em começar a descrever a lista de desculpas para ainda não ter sequer tentado trazer a público as ideias escritas que até hoje guardou apenas para você!!!

A Andross Editora está em mais uma iniciativa de fomentar o surgimento de escritores nacionais. No segundo semestre de 2014, durante a 4ª edição do evento Livros em Pauta, publicará livros de vários gêneros onde um dos autores pode ser você! Confira abaixo os detalhes de cada livro a ser publicado e identifique qual o gênero a sua obra (que eu tenho certeza que você não vai deixar a oportunidade passar, e vai enviar!) se enquadra:

AMOR NAS ENTRELINHAS: CONTOS DE AMOR EM FORMA DE CARTAS, E-MAILS, PÁGINAS DE DIÁRIO E OUTRAS FORMAS DE REGISTRO ESCRITO

amor entrelinhas capaO papel tem a magia de acolher palavras difíceis de serem ditas em voz alta, e que, muitas vezes, foram manchadas por lágrimas de alegrias ou de tristezas, correspondidas ou rejeitadas. Amor nas Entrelinhas é uma coletânea de cartas de amor, escritas por quem soube transpor para o papel todas as cores do coração e as sutilezas do amor.

ORGANIZAÇÃO:Leandro Schulai

 

 

UTOPIA: CONTOS FANTÁSTICOS

utopia_frenteExiste um lugar no universo onde as coisas são diferentes do que conhecemos. Nele, a fantasia impera de maneira surreal, de forma que criaturas antagônicas e quiméricas coexistam naturalmente e incidentes sobrenaturais façam parte do cotidiano. Entretanto, esse ideal de perfeição pode não ser assim tão harmônico. Conheça UTOPIA, onde o extraordinário é comum.

ORGANIZAÇÃO: Alex Mir

 

FRACTAIS DA ALMA: ANTOLOGIA DE POEMAS

fractais capa eA alma dentro da alma, sentimentos dentro de sentimentos… Partes divididas e, ainda assim, iguais, em escalas cada vez menores, rumo ao íntimo e infinito do ser humano. FRACTAIS DA ALMA reúne poemas de autores que se voltaram para o seu interior e de lá trouxeram emoções nunca antes colocadas em palavras.

ORGANIZAÇÃO: Edson Rossatto

 

HORAS SOMBRIAS: CONTOS SOBRENATURAIS, DE SUSPENSE E DE TERROR

Horas Sombrias frenteDizem que quando nos divertimos, o tempo passa depressa. Não é o caso da leitura deste livro. Você mergulhará em um universo de horror e medo, onde momentos de desespero, angústia e agonia se arrastarão por horas sombrias e intermináveis.

ORGANIZAÇÃO: Alfer Medeiros

 

AQUARELA: CONTOS E CRÔNICAS DE TEMÁTICA LIVRE

aquarela_capaLuz, sombras. Formas, linhas. E cores. Elas que trazem vida às ideias, iluminam, ocultam, criam e recriam. É nesta paleta de tintas que seus autores expõem estilos próprios, imaginam e registram em palavras, frases, textos e contextos. Matizes variados, livres em sua essência e prontos para ganhar o mundo.

ORGANIZAÇÃO: Helena Gomes

 

XEQUE-MATE: CONTOS POLICIAIS

xeque mate capaMuitos se voltam para o crime por fome, por necessidade e até mesmo pela esperança de uma vida melhor. Mas e quando o ego é o principal motivo? Criminosos se consideram artistas — ou jogadores —, e blefam, manipulam, exploram… Sua arma mais poderosa é o intelecto. Neste livro, verdades serão reveladas por mentes voltadas exclusivamente à prática do crime perfeito. E quando este se torna arte, deixa de ser somente um caso comum e se transforma no desafio mais intrigante de suas vidas.

ORGANIZAÇÃO: Bruno Anselmi Matangrano

 

 

 

Para participar, acesse o site www.andross.com.br para ler o regulamento e enviar o seu texto para avaliação. O prazo para envio das obras é 28 de fevereiro, lembrando que: a publicação dos livros acontecerá em agosto durante a 4ª edição do Livros em Pauta.

 

Fonte:
Andross Editora

Resenha: Prodigy [Marie Lu]

6 dez

Se você está a procura de uma história com muita ação, intrigas políticas, revelações e emoções de arrepiar os pelinhos dos dedos do pé… Então você, definitivamente, precisa ler a trilogia de Marie Lu. Veja a resenha do primeiro livro, Legend, e confira a minha opinião sobre o segundo, Prodigy.

 

Ficha Técnica

Prodigy_Marie_Lu_BookNome – Prodigy (Os opostos perto do caos)
Autora – Marie Lu
Ano – 2013
Editora – Prumo
Páginas – 304
Gênero – Distopia

 

 

 

Sinopse

Depois que um cataclismo atingiu o planeta Terra, extinguindo continentes inteiros, os Estados Unidos se dividiram em duas nações em guerra: a República da América, a oeste, e as Colônias, formadas pelo que restou da costa leste da América do Norte.June e Day, a menina prodígio e o criminoso mais procurado da República, já estiveram em lados opostos uma vez. Agora eles têm a oportunidade de lutar lado a lado contra o controle e a tirania da República e, assim, alterar para sempre o rumo da guerra entre as duas nações.
Resta saber se estão preparados para pagar o preço que as transformações exigirão deles. Com direitos de adaptação para o cinema vendido para a Temple Hill Entertainment, produtora da saga Crepúsculo, os livros da trilogia Legend figuram nas principais listas da mídia especializada norte-americana entre os livros mais quentes e imperdíveis do ano. Publicada em mais de 24 países, Marie Lu, que trabalhou durante anos na indústria de vídeo games, deixará os fãs de Jogos Vorazes, Divergente e Never Sky de queixo caído.

 

Minha opinião

No primeiro livro da trilogia, somos introduzidos ao caos que rodeia a vida de June e Day. E como esse mesmo caos os conecta.
Em Prodigy, a autora vai a fundo nos sentimentos que compõem a frágil – porém intensa – relação dos dois adolescentes. Isso faz com que os dois se enfrentem continuamente na tentativa de enfrentar o passado recente cheio de dor, perdas e diferenças que os uniu.
E no meio disso tudo eles ainda têm que enfrentar os assuntos não resolvidos com a República. Para isso, eles se unem aos rebeldes que se intitulam “Patriotas”, os mesmos que ajudaram June a resgatar Day do Batalla Hall e de sua iminente morte por fuzilamento. Morte essa encarada num ato de sacrifício de John Wing, irmão de Day.
Com o discurso de derrubar o novo Eleitor, Anden Stavropoulos, – que assume após a morte do antigo Primeiro Eleitor, e seu pai – em busca da glória existente no finado governo dos Estados Unidos da América, os Patriotas recrutam June e Day sob a liderança de Razor, oficialmente conhecido dentro da República como Comandante Andrew DeSoto.
Apesar das desconfianças com relação a DeSoto, ambos, June e Day, aceitam os termos impostos pelos Patriotas e, principalmente, o plano principal deles: se rebelar contra a República matando o novo Eleitor.
E, para isso, cada um terá seu papel decisivo. Mas essa é mais uma, se não a maior das provações, que June e Day têm que passar. Isso porque, apesar do sentimento que os une, sentimento esse que Day faz questão de expressar, June se sente insegura e incerta, totalmente apavorada com a rapidez e a maneira com que as coisas fluem. Além, claro, de ainda terem tantas feridas abertas nos dois que sangram no mínimo contato.
E a confiança que um tem no outro é testada ao limite porque, o papel principal de June na revolução é se aproveitar da nítida atração que o jovem Eleitor Anden sente por ela para fazê-lo confiar cegamente em sua palavra, conceder o perdão da República aos crimes que ela cometeu e, assim, assegurar a conclusão dos planos dos Patriotas.
Por outro lado, Day terá que suportar assistir a todos os passos de June – e, consequentemente, a todas as investidas do requintado e gentil Anden – enquanto tenta se esquivar das investidas de sua melhor amiga, Tess.
Mas, as coisas mudam completamente de figura quando, aquilo que Day tanto queria e que havia sido prometido pelos Patriotas, é conquistado de bom grado por June diretamente das mãos da República por meio de Anden: a libertação do irmão caçula de Day, Eden Wing.
No meio de tantos conflitos emocionais, há essa luta por poder que se intensifica e cresce de uma maneira inesperada e de tirar o fôlego, onde Marie Lu nos conduz por cenas de ação muito intensas e vívidas. E ela nos conduz para essa viagem futurística em um mundo dividido pela ambição e pela catástrofe com uma escrita muito clara, direta e divertida, perfeita para o público jovem.
No final, principalmente para aqueles que não conseguirem largar a história e a devorarem em um único dia como eu fiz, é impossível não estar sem fôlego.
E a reflexão antropológica, de como uma sociedade pode se compor é muito interessante de se analisar e observar. No caso da trilogia de Marie Lu, temos o governo militarizado da República que se baseia na propaganda massiva para obter a alienação necessária para o controle sob punho de aço. E, no segundo livro, começamos a ser introduzidos a uma segunda forma de governo, a que rege as Colônias. Também baseada na propaganda massiva, mas aquela que induz ao consumo desenfreado e que faz as pessoas acreditarem que “um estado livre é um estado corporativo”, onde o poder é concentrado nas mãos de quatro grandes empresas.
Dizer que estou extasiada com a leitura de Prodigy é eufemismo. Porque é algo realmente impressionante, viciante e de tirar o fôlego. E tudo o que ela faz com os personagens, tudo o que ela faz os personagens serem capazes de fazer… eu até me esqueço que são personagens adolescentes! Eu continuamente me pegava lembrando: “Isso não é real e eles não são adultos”.
Enfim, é impossível não se sentir imerso no mundo confusamente perfeito que Marie Lu criou, com seus personagens inteiramente quebrados e feridos, mas que, cada um a sua maneira – mesmo os vilões – deixam marcas na nossa reflexão da história como um todo.
Prodigy é definitivamente um dos meus queridinhos de 2013!

 

Confira o Book Trailer que a editora americana do livro, a Penguin Young Readears produziu:

Resenha: Legend [Marie Lu]

3 dez

Quando a gente se vicia em um gênero literário, não adianta: são livros e mais livros dentro do gênero, muito tempo de pesquisa sobre resenhas e artigos do gênero e, principalmente, análise dos comentários em fanpages de títulos famosos do gênero.

E foi em uma página de série distópica que eu ouvi as pessoas comentando sobre mais um livro que chegava para seguir o sucesso de Jogos Vorazes de Suzanne Collins e Divergente de Veronica Roth.

Conheça um pouco mais sobre Legend, primeiro livro da trilogia de Marie Lu.

Legend_Marie_Lu_Book_coverFicha Técnica

Título – Legend
Autora – Marie Lu
Ano – 2012
Editora – Prumo
Páginas – 256
Gênero – Ficção Científica, Distopia

 

Sinopse

Ambientado na cidade de Los Angeles em 2130 D.C, na atual República da América conta a história de um rapaz que é o criminoso mais procurado do país e de uma jovem que é a pupila mais promissora da República, cujos caminhos se cruzam quando o irmão desta é assassinado e a ela cabe a tarefa de capturar o responsável pelo crime. No entanto, a verdade que os dois desvendarão se tornará uma lenda.

 

Minha opinião

A história é narrada em ponto de vista alternado entre June Iparis e Daniel “Day” Wing e isso, logo de cara, dá um dinamismo inesperado, mas essencial à história.
O cenário futurístico descrito é tão bem construído que torna-se impossível não se imaginar nas metrópoles que antes eram o Estados Unidos da América e hoje está dividido entre República da América e Colônias da América – sendo que esta última ainda não é muito destacada no primeiro livro da saga.
Acompanhamos o conflito de interesses sentimentais, emocionais e familiares de June e Day até que os caminhos dos dois se cruzam e esses interesses entram em conflito com os interesses políticos e militares.
O tempo todo, principalmente June que é tão bem vista pelo governo da República, é confrontada com seus deveres e seus instintos.
E é incrível ler tudo o que June é capaz de fazer mesmo em seus poucos 15 anos de idade. E se é incrível com ela, as coisas que Day faz são de tirar o fôlego!
Toda a cena de ação me deixou arrepiada e necessitada por mais e mais até que… fim. Acabou o livro.
A trama é bem construída sim, tem uma linha cronológica excelente e uma descrição com linguagem apropriada para a linguagem do público alvo (os chamados Young Adults). E, honestamente, não sei se foi uma estratégia de deixar o público com sede pelo segundo livro da trilogia, ou se foi impensado, mas ficaram muitas lacunas abertas na história que eu realmente espero que sejam preenchidas nos dois livros restantes. Afinal, misturar o lado familiar, amoroso e político na vida de dois adolescentes deveria levantar muitas dúvidas, certo? Até há bastante confronto entre June e Day, afinal ela o caça a princípio acreditando que ele matou Metias, irmão de June. Mas quando eles começam a cavar fundo na história, descobrem coisas imersas numa trama política que os aproxima como aliados, os tornando parceiros e fazendo despertar uma química inesperada que te prende e tira o fôlego, apesar das perguntas não respondidas levantadas ao longo de todo esse caminho.
Mas, é inegável que Legend é um título que vem com força no mercado literário e que promete agradar ao público que se viciou nas sagas já consagradas do gênero distópico como Jogos Vorazes e Divergente.
Isso porque tem todos os elementos para o sucesso: uma protagonista feminina forte (que, na minha opinião não considero protagonista já que eu acredito que o foco da história esteja mais centralizado na influência de Day como um criminoso da República), um mocinho cativante e guerreiro com fibra de lutador e revolucionário, um ambiente futurístico pós catástrofe natural, um governo com regime militarizado totalitário, opressor e alienador. Além, claro, das críticas sociais e políticas inerentes ao gênero de distopias e que tanto me agradou.
Portanto, Legend foi um dos achados da minha lista de leitura de 2013 e que eu super recomendo por sua narrativa dinâmica, tema envolvente e linguagem jovial (adoro os palavrões que a autora coloca na boca dos personagens de vez em quando nos momentos mais inesperados da história!).

Notícias: O que esperar de “A Seleção” [Kiera Cass]

3 dez

Adeus ano velho, feliz ano novo… Mal começou o mês de dezembro e já estou na contagem regressiva para 2014!
Tudo por causa das promessas para o ano que vem. Não, não estou falando daquelas promessas de emagrecer, apostar na loto da virada, fazer simpatia da calcinha vermelha para pegar namorado… Oi?

Estou falando das promessas literárias e cinematográficas para o ano que vem. Mas isso é assunto para se detalhar em um outro post. Por enquanto vou falar apenas das promessas feitas por Kiera Cass, autora da série A Seleção. Confira as resenha já feitas de A Seleção e A Elite.

Depois de passear por terras tupiniquins, a autora anunciou em seu site oficial várias notícias sobre o desfecho da série. E eu devo acrescentar que, depois que ganhei meus exemplares físicos no sorteio do blog Dear Book, fiquei ainda mais apaixonada pela história!

A primeira notícia é sobre o ebook, ou como os gringos gostam de chamar “e-novella”, de The Guard (O Guarda). Confira a tradução do texto original publicado na página de Kiera:

TheGuardAntes de America Singer conhecer o Príncipe Maxon…
Antes de ela entrar na Seleção…
Ela estava apaixonada por um garoto chamado Aspen Leger.
Não perca essa e-novella digital original que se passa o cativante mundo de Kiera Cass da trilogia A Seleção, escolhida como best seller #1 do New York Times. Essa nova história de 64 páginas começa logo após o grupo de garotas da Seleção passa a ser afunilado para a Elite e é contado a partir do ponto de vista de Aspen. O Guarda também traz um teaser de The One (A Um), a eletrizante conclusão da trilogia A Seleção.
Disponível em 4 de Fevereiro de 2014.

 

 

A segunda notícia é sobre o lançamento dos dois ebooks na versão impressa. Para quem não sabe, The Guard é o segundo ebook, que segue o sucesso do primeiro, The Prince (O Príncipe) onde vemos o ponto de vista do príncipe Maxon. Essa modinha de escrever ponto de vista de outros personagens me agrada e muuuuito!!!

 

SelectionStories_0913As duas e-novellas situadas no mundo do best seller #1 do New York Times pela autora Kiera Cass agora estará disponível em impresso pela primeira vez. O Príncipe e O Guarda ambos oferecem cativantes visões dentro dos corações e mentes de dois homens lutando para conquistar o amor de America Singer. Essa coleção também oferece um material de bônus contendo uma amostra de The One, o final da trilogia A Seleção.
Antes de America chegar no palácio para competir na Seleção, existiu outra garota na vida do Príncipe Maxon. O Príncipe se passa uma semana antes do início da Seleção e segue Maxon pelo primeiro dia da competição.
Nascido como um Seis, Aspen Leger nunca sonhou que se encontraria vivendo num palácio como membro da guarda real. Em O Guarda, os leitores terão uma visão dentro da vida de Aspen entre as paredes do palácio — e sobre a verdade sobre o mundo da guarda que America nunca conhecerá.
Disponível em 4 de Fevereiro de 2014.

 

E a notícia que eu tanto aguardava era sobre o lançamento do livro final da trilogia que vem com o nome “The One” (A Um). Confira a seguir a notícia no site da Kiera e o making of da capa (tão linda quanto as outras) do livro que encerra essa distopia com pegada de conto de fadas!

 

One_finalA Seleção mudou a vida de America Singer de maneiras que ela nunca poderia ter imaginado. Desde que ela entrou na competição para se tornar a próxima princesa de Illéa, America teve que lutar com os sentimentos por seu primeiro amor, Aspen — e sua crescente atração pelo Príncipe Maxon. Agora ela fez sua escolha… e está preparada para lutar pelo futuro que ela quer.
Descubra quem America escolherá em The One, o encantador e lindo romance do terceiro livro da série A Seleção.
Disponível em 6 de Maio de 2014.

 

 

 

 

 

As versões digitais tanto do e-novella The Guard quanto do livro The One já estão à venda no Amazon em versões para Kindle. Um por $9,67 e outro por $1,99 Obamas!!! #ChupaEssaBrazel

 

Fontes:

Kiera Cass Oficial Site

Amazon

Resenha: Allegiant [Veronica Roth]

1 dez

Terminei neste sábado, depois de demorar taaaanto para ler, o último livro da trilogia Divergente: Allegiant (Aliança, Editora Rocco, lançamento em português em março de 2014).

O livro que, apesar de ter vazado na semana do lançamento nos EUA, vendeu mais de meio milhão de cópias apenas no primeiro dia de vendas. Tentei comprar o box na Black Friday, mas o lote esgotou antes da meia noite… Mas, o importante é que trouxe para vocês a resenha de Allegiant, a versão digital que vazou por aí.

Se você ainda não conhece a trilogia, leia as resenhas de Divergente e Insurgente!

allegiant-coverFicha Técnica:
Título – Allegiant
Autora – Veronica Roth
Editora – Harper Collins Publishers (Edição Brasileira: Rocco)
Páginas (Livro Físico): 544
Páginas (Versão Digital): 1080
Ano: 2013
Gênero: Literatura Estrangeira, Ação, Drama, Distopia
Idioma: Inglês
Sinopse:

A sociedade baseada em facções que Tris Prior acreditava está quebrada – fraturada por violência e lutas pelo poder e marcada pela perda e traição. Então, quando é oferecida a oportunidade de explorar o mundo além dos limites que ela conhece , Tris está pronta. Talvez além da cerca , ela e Tobias vão encontrar uma nova vida simples juntos, livre de mentiras complicadas, lealdades emaranhadas e memórias dolorosas.
Mas a nova realidade de Tris é ainda mais alarmante do que aquela que ela deixou para trás. Descobertas antigas são rapidamente esvaziadas de conteúdo. Novas verdades explosivas vão mudar os corações daqueles que ela ama. E mais uma vez, Tris deve lutar para compreender as complexidades da natureza humana – e de si mesma – , enquanto enfrenta escolhas impossíveis sobre coragem, lealdade, sacrifício e amor.
Contada a partir de uma dupla perspectiva fascinante, Allegiant , por Veronica Roth autora número 1 de best-seller do New York Times, conduz a série Divergente a uma poderosa conclusão ao revelar os segredos do mundo distópico que cativou milhões de leitores em Divergente e Insurgente .

 

Minha Opinião:

Como a maioria dos fãs que aguardavam ansiosos pelo desfecho da trilogia, acabei descobrindo o que aconteceria no final quando os spoillers correram as redes sociais junto com os links para download da versão digital em inglês do livro.
Porém, mesmo já conhecendo o desfecho, a escrita de Veronica Roth me conduziu a uma série de emoções que me pegaram de surpresa porque a maneira como os fatos acontecem no livro são, verdadeiramente, surpreendentes. Mesmo depois dos spoillers!
Neste último livro, a narração varia entre Tris e Tobias (Quatro) enquanto eles se aventuram além dos limites da cidade e mergulham na verdade na qual suas vidas nas facções foi alicerçada. Uma verdade repleta de mentiras.
No meio disso tudo, há perdas que os dois têm que aprender a suportar e isso, muitas vezes abala o relacionamento que eles construíram. E é muito interessante de ver a evolução dos dois nessa área, o quanto eles vão batendo de frente um com o outro até que o relacionamento deles evolua e alcance a maturidade que os fortalece. É lindo de ler!!!
E, é claro, nessa trama toda há interesses políticos dentro e fora da cidade, em um âmbito que parece fora do controle de Tris e Tobias. E se há uma palavra que pode definir esse terceiro livro, seria “recomeço”.
Isso porque a trama e mistério que envolve a fundação do sistema de facções tem a ver com recomeço. As motivações dos líderes do Bureau (local onde antes era um aeroporto e agora serve de instalações para monitoramento de tudo o que acontece  em Chicago), são inspiradas no recomeço.
E, principalmente, tudo ao redor de Tris acontece em busca de recomeços. Recomeço de relações quebradas, de amizades perdidas, recomeço em busca de perdão e em busca do auto-conhecimento.
Mas se você que está lendo esse post e já leu por aí o que acontece no final e está pensando: “Mas sem ler eu já sei que vou odiar o final!”, pelo menos insista na leitura. Allegiant é um livro que, mesmo com seus fatos que atiçam nossas emoções e nos faz sofrer junto com os personagens, me mostrou o que é o verdadeiro altruísmo e o quanto é necessário sabermos quem somos e a quem pertencemos.
Ou seja, tudo o que acontece no final é doloroso, é sofrido e emocionante, mas é compreensível para a história num todo. Eu acredito até que é um final muito mais compreensível do que de outras distopias como Jogos Vorazes, por exemplo. (Sentiu a cutucada aí, tia Suzzie Collins? Porque é pra sentir mesmo! Rum!!! rsrsrsrsrsrsrsrsrsrrs).
Além de tudo, é admirável o crescimento de personagens como Christina, Quatro e até mesmo Caleb. Só não gostei muito do desfecho dado ao personagem Peter, porque é muito utópico alguém poder ter a liberdade de fazer tudo o de ruim no mundo e depois apagar a própria memória com um soro, recebendo uma nova chance, enquanto tantos outros personagens que fizeram muito pela história tiveram um final triste e até doloroso.
Mas, analisando a obra num todo, eu achei um desfecho incrível para essa saga que conquistou o mundo de jovens leitores. Se há um livro que ensina o que é lealdade, amor, perdão e altruísmo, esse livro é Allegiant, de Veronica Roth. Porque, como Tris mesma disse, não é uma palavra ou um grupo que te define, mas são suas escolhas!

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[Bookeando] O extraordinário cotidiano de um leitor ordinário

14 nov

A editoria Bookeando de hoje trará uma crônica inspirada na experiência que leitores, ocasionalmente, pelo menos uma vez a cada vez que fica viciado em algum livro, acaba vivenciando.

 

Andar pela cidade em que vivemos é algo interessante. Há o caos do trânsito – que diga-se de passagem é cada vez mais comum até mesmo na mais pacata cidade, nem que seja por congestionamento de bicicletas e charretes – e há também o barulho, o tumulto… a tão gasta expressão “selva de pedra” que é cada vez mais densa e mais populosa em seus diversos habitats de concreto que constituem um ambiente que pulsa. Um ambiente em impulsiona as pessoas, os animais viventes nessa floresta de caos.
Mas, apesar de tudo, gosto de andar pela cidade. Porque há também as pessoas. Os seres que influenciam essa balança que tenta sempre buscar o equilíbrio entre a harmonia e o caos. Tal qual a tão gasta expressão “selva de pedra”, que está tão gasta quanto as solas dos meus sapatos por tanto perambular para cima e para baixo no meu diário safári metropolitano.

E é engraçado observar melhor as pessoas na cidade em que vivemos. Não engraçado no sentido de escárnio, mas no sentido de curiosidade mesmo.

E quer saber como observar melhor as pessoas que dividem o mesmo habitat que você? Ande de transporte público.
É estressante? É sim.
É cansativo? Com toda a certeza.
Muitas vezes é enlouquecedor? Pode apostar toda a sua paciência nisso!
Mas também tem lá suas recompensas, como a que vivenciei, como leitora e cidadã.

Ao entrar no transporte complementar ao sistema de ônibus de minha cidade, consegui um bom lugar. Não era na janelinha, como provavelmente você que está lendo esse texto imaginou, mas era um lugar para se sentar. O banco era rasgado, o cinto estava amarrado em fita adesiva e batia na minha perna conforme a van se locomovia, o assento cheirava a cheiro de suor de todos os trabalhadores que se sentaram naquele mesmo lugar e mal tinha espaço para a minha perna, quanto mais para minha perna, minha bolsa e meu guarda-chuva.
Mas era um lugar para sentar. Ponto final.
Quando finalmente me acomodei, o veículo parou no próximo ponto.
E, por mais que você se faça de indiferente, você sempre vai olhar para as pessoas que estão subindo na catraca. Sempre. Nem que seja por tédio, mas vai olhar. Sempre.
Eu dei aquela olhadela rápida. Aquela que a gente levanta o olhar muito rápido da playlist do smartphone e rapidamente volta para decidir se sua jornada até o centro da cidade terá como trilha sonora o blues de Jill Scott ou a última baladinha eletrônica de Britney Spears.

Olhei, tentei disfarçar, mas não resisti. Tive que olhar de novo.

Estava ele lá, reluzente, lindo em suas formas, bem seguro de todo o conteúdo que possui e do fascínio que desperta em mim… e vindo na minha direção…

Em Chamas.

Não, não era como eu fiquei por qualquer tipo de reação hormonal que você deve ter imaginado. Em Chamas é o título do livro.
Sim, um livro. Não, não UM livro. O LIVRO.

Certa vez minha professora de redações jornalísticas disse: “Quando vocês começarem a fazer o TCC, tudo o que você ver e aonde quer que vocês forem será TCC, TCC, TCC. É como uma mulher quando está grávida que, aonde quer que vá, encontra outra grávida.”

E foi nisso que pensei naquele momento. Me senti parte da família gerada por Suzanne Collins.

E é claro que eu fiz o que qualquer pessoa apaixonada por um livro faria: Fiquei encarando o livro enquanto o garoto, que não aparentava ter mais do que 15 anos sentou-se no assento livre a um palmo e meio de onde eu estava.
E é claro que depois de dez segundos o menino percebeu que tinha uma maníaca olhando com cara de psicótica para o livro que ele abraçava.
Contudo, dessa vez, tentei ser cortês e agir como um leitor normal agiria:
– E aí tributo? – eu disse, referenciando ao tratamento comum do fandom da dita saga.
Depois de passado o susto, o menino me cumprimentou mostrando os metais nos dentes e disse:
– Gosta de Jogos Vorazes?
– Se eu gosto?! Já garanti meu ingresso para o cinema. É a primeira vez que está lendo?
– Não, estou relendo. Para o filme também.
– Legal!
– Legal.

Nesse momento, a cobradora se espremeu no meu campo de visão para coletar a passagem. E eu não troquei mais nenhuma palavra com o tributo adolescente.
Mas observar a presença de um livro durante o trajeto de um adolescente, ainda mais um livro que me conquistou tanto, me fez pensar que talvez as pessoas do meu habitat estejam mudando seus hábitos e a balança de caos tenha começado a desnivelar para estar propensa a mudanças. Mudanças que podem extinguir de vez o odioso clichê “selva de pedra” para, quem sabe, “cidade civilizada”.
Pode parecer utopia para uns, pode parecer distopia para outros. Mas enquanto eu pensava na lástima que é o gigante só ter acordado para fazer barulho nas mídias sociais, deixei que a filosofia de “Work Bitch” servisse de trilha sonora para esse momento de confraternização literária.
Eu segui meu caminho e o outro fã de Jogos Vorazes também seguiu o dele. E talvez eu nunca mais veja aquele garoto de novo.
Mas isso, o gosto pela leitura que gera integração e confraternização, só me faz pensar que se a gente quer alguma mudança na sociedade em que vivemos, não é preciso muito barulho e muito menos quebrar com o país inteiro por raiva e revolta. Basta sentar, observar as mudanças sociais ao nosso redor que já são aparentes nos lugares mais ordinários e botar a mão à obra.
Não é preciso ser dono de uma biblioteca, montar uma ONG ou fazer grandes investimentos em projetos de inclusão cultural. Se você pode fazer tudo isso, ótimo, melhor ainda!
Mas se não pode, siga a fórmula que eu vivenciei: ande pela cidade, observe as pessoas, converse sempre que possível – mesmo o mínimo que for – e compartilhe os seus gostos e seu conhecimento.
Isso é cultura, isso é mudança. Isso é a beleza de se viver em sociedade porque qual outro ser vivo do ecossistema tem a capacidade de ler livros e ainda dividir as alegrias que uma leitura lhe proporciona com outro ser vivo?
You want live fancy? Now get to work, bitch!

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[Notícias] Trailer oficial de Divergente

14 nov

E como se não fosse suficiente morrer de aflição pela distopia do momento, Jogos Vorazes, agora meu coração vai ter um treco de vez!

Foi divulgado hoje, 14 de novembro, o primeiro trailer oficial de Divergente, adaptação do best-seller do New York Times da escritora Veronica Roth. Assim como Jogos Vorazes de Suzanne Collins e The Maze Runner de James Dasher, Divergente ganha as telas do cinema após o sucesso estrondoso da obra literária com o público jovem que se afeiçoou ao gênero de distopias futurísticas.

Sob a direção de Neil Burger, o elenco composto por Shailene Woodley, Theo James, Kate Winslet Zöe Kravitz, Ansel Elgort, Maggie Q, entre outros, dão vida aos personagens dessa trilogia que tem estreia prevista dia 21 de março de 2014.

 

E em breve trarei a vocês a resenha dessa história que se tornou uma das minhas favoritas de 2013 e que está me deixando com o coração na boca com tanta ação e tantas emoções em Allegiant!

Eventos: Livros em Pauta [Edson Rossatto e Editora Andross]

13 out

Olá amados bookaholics!

Voltei das catacumbas da vida offline para noticiar esse evento super interessante organizado pela Editora Andross, uma das apoiadoras do Claquete de Papel, e o escritor Edson Rossatto. Achei super interessante divulgar esse evento para vocês não apenas porque os blogueiros que divulgarem vão concorrer a um kit de livros da editora Andross, mas porque se eu mesma pudesse compareceria sim a esse encontro para poder absorver mais informações sobre o universo literário que tanto me fascina e que eu acho imprescindível sempre buscar compreender mais e mais, #ProntoFalei rsrsrsrs

 
Em sua terceira edição, o evento Livros em Pauta acontecerá sábado, 19 de outubro, em São Paulo e abordará o mercado editorial em um encontro com leitores, escritores e profissionais do ramo.  Nas palestras, debates, mesas-redondas estarão em pauta: direitos autorais, crítica literária, marketing do livro, agenciamento literário, crowdfunding, divulgação, lançamentos, e muito mais!
Criador e organizador do Livros em Pauta, o escritor Edson Rossato explicou o objetivo do evento.  “O Livros em Pauta nasceu para difundir não só a produção literária, mas também o hábito da leitura. Teremos livros que custarão a partir de R$ 4,90”, disse, referenciando à feira que acontece paralelamente às palestras e debates.
O Livros em Pauta é gratuito e não é preciso pegar senha, mas é necessário ficar atento quanto à lotação prevista para a programação que acontecerá em sete salas (entre 50 e 80 lugares) e em um auditório (180 lugares):

  • Livros em Pauta

Data: 19 de Outubro (Sábado)
Horário: das 10h às 20h
Local: Faculdade Estácio UniRadial (Campus Jabaquara) Av Jabaquara, 1870 Saúde – São Paulo – SP (a apenas dois quarteirões da estação Saúde do metrô)
Informações: (11) 96731-6191 (11) 98217-619  www.livrosempauta.com.br

Organização: Edson Rossato | Patrocínio: Andross Editora, Viena Gráfica e Editora, Faculdade Estácio UniRadial, Weduction

Todas as atividades fornecerão certificado 10:30 até 12:30

Palestra “Nanocontos: Mínimas Letras com Máximas Narrativas (auditório)

Palestra “O Medo na Literatura” (Sala 101)

Orientações sobre o Pitching e distribuição de senhas (Sala 104)

Clube do livro: bate-papo sobre o livro “Fahrenheit 451”, de Ray Bradbury (Sala 15)

Workshop de vlogs literários: crie, mantenha e divulgue seu canal de vídeos sobre literatura (Sala 12)

11:00 até 12:30

Networking do mercado editorial: fazendo bons negócios! (Sala 102)

Serviço Gratuito de Apoio ao Escritor (plantão até 17:30) (Sala 11)

13:00 até 15:00

Palestra “Direitos Autorais: princípios e conceitos básicos que todo escritor deve conhecer” (Sala 101)

Pitching – Convença um editor a publicar seu livro (Sala 15)

Palestra “Crowdfunding – Um novo modelo de mecenato para a literatura?” (Sala 104)

Debate “Etiqueta do blogueiro: como realizar um trabalho eficiente sem manchar sua imagem” (Sala 12)

Palestra “O papel do agente literário – O que faz esse profissional tão importante na mediação entre autor e editora?” (Auditório)

15:30 até 17:30

Palestra “A cara do livro – Como produzir uma capa vendedora” (Sala 101)

Palestra “Marketing literário: estratégias de vendas e divulgação de escritores” (Sala 104)

Palestra “Gestão de carreira literária” (Sala 15)

Palestra “Critica Literária: como fazer uma eficiente resenha de livro” (Sala 12)

Palestra “Sopro da vida – Como compor personagens literários” (Auditório)

15:30 até 19:00

Lançamento das antologias literárias da Andross Editora (Pátio)

17:30 até 19:00

Sessão de autógrafos de vários autores (Pátio)

 

 

Vai ficar de fora dessa? Então participe!!!
Está na mesma situação que a blogueira que vos escreve e não vai poder aproveitar essa oportunidade incrível de aprender mais sobre o mercado editorial? Então compartilhe essas informações com seus amigos! Bookaholics de verdade têm como lema contagiar as pessoas ao seu redor e despertar nelas o gosto pela leitura, então mãos a obra e compartilhe esse post nos Facebooks, Twitters, E-mails, Whatsapps… e etc, etc, etecéteras de redes sociais! 😉

Notícias: Para encarnar personagem, Shailene Woodley doará cabelo para crianças com câncer

16 ago

Como sabemos, a atriz Shailene Woodley (Os Descendentes, Trilogia Divergente), interpretará Hazel Grace na adaptação de “A Culpa é das Estrelas”, produção cinematográfica baseada no livro homônimo de John Green.

Na história, a adolescente Hazel passa por um tratamento contra um câncer na garganta com metástase nos pulmões e se apaixona por Augustus Waters, um rapaz que conhece no grupo de apoio e com quem vive lições de vida no pouco tempo que lhes resta e que muitas pessoas jamais aprenderão em seus longos anos de existência.

E foi John Green que anunciou a decisão da atriz Shailene de cortar suas longas madeixas e doá-las para o Children With Hair Loss, uma organização que fornece perucas naturais para crianças que sofrem com o tratamento contra o câncer. A notícia foi divulgada no site brasileiro Omelete e compartilhada na rede social da editora Intrínseca, responsável pela publicação da obra de John Green no Brasil.

O roteiro da adaptação é assinado por Scott Neustadter e Michael H. Weber e o filme será dirigido por Josh Boone. O autor John Green afirmou que a decisão de doar o cabelo veio da atriz e não dos estúdios.

É ou não um tapa na cara de umas atrizes brasileiras que ficaram de frescura diante da possibilidade de cortar o cabelo para interpretar o mesmo drama nas telas?????

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Para quem não conhece a história dessa obra de sucesso de John Green, leia a resenha de A Culpa é das Estrelas feita pelo Claquete de Papel.

 

Fontes:
Omelete
Fanpage Editora Intrínseca

Notícias: É revelado nome e capa de terceiro livro da Série Estilhaça-me

8 ago

A espera – ou parte dela – acabou! Tahereh Mafi, autora da Série Estilhaça-me finalmente divulgou o nome e a capa do terceiro livro da trilogia distópica que tem previsão de lançamento em fevereiro nos Estados Unidos.

A conclusão que eu cheguei? Eu deveria ter feito um bolão porque eu sabia que se chamaria Ignite Me (Clique para ver a capa ampliada)!!!

ignitemefull (1)

A notícia foi divulgada no Hollywood Crush, programa da MTV, e Tahereh Mafi escreveu uma nota que foi publicada no site oficial do programa. Confira:

Texto Original

Hi guys!
I’m so so thrilled to be able to share this final cover with you all. The “Shatter Me” series is swiftly coming to a close, and though it’s a bittersweet feeling, I’m anxious for everyone to know how the story will end. Also I’m hoping we can still be friends after you finish reading.Ahem.
If you follow me around the internet, you know I’ve teased you a lot about what may or may not happen in book 3, but the truth is, most of the time I was just messing with you. What actually happens in the third book is probably almost definitely not what you think is going to happen. (Don’t let the title fool you! “Ignite” is so much more than it seems.)
Of this final book I can promise you this much, though: Juliette is back. She’s pissed. And she’s ready to kick some ass. No regrets.
And mom, if you’re reading this, I’m sorry I just said ass on the Internet. Twice.
-Tahereh Mafi

Tradução

Hey pessoal!
Estou tão tão feliz de ser capaz de compartilhar essa capa final com todos vocês. A série “Shatter Me” está chegando ao fim rapidamente e, apesar de ser um sentimento agridoce, eu estou ansiosa para que todos possam saber como a história vai acabar. Também estou esperando que nós possamos ser amigos depois que terminar a leitura. Ahem.
Se você me segue por aí na internet, você sabe que eu brincava muito sobre o que pode ou não acontecer no livro 3, mas a verdade é que, na maioria das vezes eu só estava brincando com você. O que realmente acontece no livro 3 é, provavelmente, quase definitivamente, não é o que você acha que vai acontecer. (Não deixe o título te enganar! “Ignite” é muito mais do que parece.)
Deste livro final eu posso te prometer isso, no entanto: Juliette está de volta. Ela está chateada. E ela está pronta para chutar alguns traseiros. Sem arrependimentos.
E mamãe, se você está lendo isso, me desculpe por ter dito bunda na internet. Duas vezes.
– Tahereh Mafi

 

A seguir, o print do tweet com o anúncio da autora:

Ignite Me

No Brasil, a trilogia é publicada pela Editora Novo Conceito e ainda não tem data de lançamento do terceiro livro. Ao Entertainment Weekly, Tahereh confirmou que pode haver um ou mais contos de ponto de vista de personagens diferentes, seguindo o sucesso do conto “Destroy Me”, publicado entre o primeiro e segundo livro no formato de ebook.

Agora é sentar e esperar pela conclusão dessa trilogia né??? E fique ligado no CP porque em breve postarei a resenha de Estilhaça-me, Destrua-me e Liberta-me para vocês!

Fontes:
Hollywood Crush MTV
Up! Brasil
Twitter Tahereh Mafi

Bookeando: Eliane Brum fala sobre a arte de escrever sobre o cotidiano [Saraiva Conteúdo]

5 ago

O Twitter da Livraria Saraiva publicou nessa segunda, 5, esse vídeo com a jornalista e escritora Eliane Brum, de quem eu sou muito fã!

Fui apresentada à obra de Eliane Brum durante a faculdade de jornalismo, quando tive que ler um de seus livros reportagens, “A Vida que Ninguém Vê” (Editora Arquipélago) e logo me apaixonei pela narrativa tão peculiar que Eliane Brum faz de coisas e pessoas que geralmente consideramos ordinárias no nosso dia-a-dia, mas que, em sua escrita, tornam-se extraordinárias.

Nesse bate-papo ao canal Saraiva Conteúdo, Eliane fofa como sempre fala sobre como sua vida ganha sentido quando ela escreve sobre as histórias dos outros, ou como ela mesma explica, a história das pessoas e não de personagens. “Para não correr o risco de ir atrás de um personagem que se encaixe numa narrativa já pronta. O jornalista precisa partir de um ‘não-saber’”, afirmou.

Conheça mais sobre a vida e obras da jornalista e escritora Eliane Brum:

Twitter | Facebook | Perfil (Portal dos Jornalistas) | Coluna Revista Época

 

Resolvi postar essa entrevista da Eliane Brum para inaugurar a editoria “Bookeando” do CP, onde discutiremos de maneira mais reflexiva e até filosófica sobre tudo o que envolve o universo dos livros. Em breve trarei artigos de minha autoria com a minha opinião sobre literatura, além de entrevistas a autores nacionais e posts com biografias e perfis de autores estrangeiros. E então, o que acharam dessa novidade?

 

Fonte:
Saraiva Conteúdo

Dica: Projeto Cem Toques Cravados [Edson Rossatto e Editora Andross]

2 ago

Há algum tempo recebi um e-mail do escritor e roteirista Edson Rossato com esse projeto que eu achei um máximo e que precisava dividir imediatamente com vocês.

Aí você me pergunta: Se precisava dividir imediatamente, por que demorou tanto para falar sobre isso, Fanie?

Vamos por partes, ok? Vou explicar direitinho o que é o “Cem Toques Cravados”, quem é o Edson Rossato e, então, por que achei interessante dividir isso com vocês!

  • Cem Toques Cravados
100283_w300Título: Cem Toques Cravados – 2ª edição
Autor: Edson Rossatto
Formato: 13,5 cm x 18 cm
272 páginas
Preço: R$ 29,90
Editora Europa (www.europanet.com.br)

Inspirado no trabalho de desenhistas de tiras em quadrinhos e no livro “16 linhas Cravadas”, do Mário Lago, o CTC é um livro que reúne 500 contos literários escritos em até 100 caracteres. Esses nanocontos foram lançados em um livro pela Editora Europa e estão em sua segunda edição. Mas a proposta do CTC não se limita apenas às páginas do livro.
No e-mail que recebi de Edson Rossato ele disponibilizou um aplicativo (widget) para ser adicionado aos blogs literários que quisessem ter esses nanocontos para seus leitores, disseminando assim um gênero literário pouco conhecido, mas que eu considerei de grande importância em tempos de internet movida a 140 caracteres!

Veja a repercussão da obra entre escritores, jornalistas, ilustradores e quadrinistas (clique na imagem para vê-la ampliada):

CTC Edson Rossato Opiniões

  • O autor – Edson Rossato

imagesFormado em Letras, é escritor, editor de livros, roteirista de HQ, palestrante e blogueiro. Publicou os livros “Mansão Klaus e outras histórias”, “Curta-metragem – Antologia de microcontos”, “Cem Toques Cravados” e “Toques Para Mulheres”, além de ter organizado dezenas de antologias literárias. É roteirista da série “História do Brasil em Quadrinhos”, tendo publicado os volumes “Independência” e “Proclamação da República”. Também é roteirista da HQ “Como Ser Bom de Papo e se Enturmar”. É criador e organizador dos eventos culturais HQ em Pauta e Livros em Pauta. Seu conto “Cartas a um irmão” foi adaptado para o cinema. Mantem os blogs toquesparamulheres.com  e cemtoquescravados.com
Contato: edson@andross.com.br
PUBLICAÇÕES:
Mansão Klaus e outras histórias (Andross Editora)
Curta-metragem – Antologia de microcontos  (Andross Editora)
Cem Toques Cravados  (Editora Europa)
Toques Para Mulheres (Giz Editorial)
História do Brasil em Quadrinhos: Independência (Editora Europa)
História do Brasil em Quadrinhos: Proclamação da República (Editora Europa)
Como ser Bom de Papo e se Enturmar (Editora Europa)
EVENTOS CRIADOS E ORGANIZADOS:
HQ em Pauta
Livros em Pauta
BLOGS:
toquesparamulheres.com
cemtoquescravados.com

  • O CTC e o Claquete de Papel

CTC e CPblogSe tem uma coisa que eu amo é compartilhar livros! Quem me conhece dos grupos de leitura do Facebook, sabe que quando eu cismo com um gênero ou um livro ou um autor, fico atormentando todos ao meu redor para que leiam também. #SouDessas
Quando li o e-mail e conheci o projeto, na hora pensei: “É óbvio que vou compartilhar a ideia!”
Acho que nosso dia-a-dia fica muito mais interessante com essa pequena dose de literatura por meio desses nanocontos que atiçam nossa imaginação, ao mesmo tempo que intrigam e divertem.
Entretanto, a plataforma WordPress não suporta o código do widget dessa proposta. Enviei um e-mail para o Edson Rossato informando sobre esse problema e perguntando se não haveria outra plataforma de acesso para disponibilizar os Cem Toques Cravados para vocês, leitores do CP, mas ainda não recebi uma resposta.
Mas fica aí a dica para quem tem blog em outras plataformas (adere bem no Blogger), ou para você que, como eu, apenas gosta de usufruir desses pedacinhos de literatura diferenciada na sua rotina corrida!

Para ler os Nanocontos do Cem Toques Cravados, acesse:

Blog CTC | Facebook CTC | Compre o livro aqui

Notícia: Sinopse de Allegiant é revelada

31 jul

Foi divulgado pela Amazon e disponibilizado no site Divergente Brasil, a sinopse do terceiro livro da série Divergente, de Veronica Roth. Confira o texto retirado das abas do livro, que está em processo de impressão e tem lançamento previsto para 22 de outubro.

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Foto do processo de impressão das capas de Allegiant (Crédito: Divulgação/ Divergente Brasil)

A sociedade baseada em facções em que Tris Prior uma vez acreditou está estilhaçada; fraturada pela violência e luta pelo poder e marcada pela perda e traição. Então, quando aparece uma chance de explorar um mundo fora dos limites que ela conhece, Tris está pronta. Talvez além da cerca, ela e Tobias encontrarão uma nova e simples vida juntos, livre de mentiras complicadas, lealdades questionáveis, e memórias dolorosas. Mas a nova realidade de Tris é muito mais alarmante do que a que ela deixou pra trás. Descobertas antigas são rapidamente esvaziadas de seu significado. Verdades explosivas mudam o coração daqueles que ela ama. E mais uma vez, Tris deve lutar para compreender as complexidades da natureza humana – e a dela mesma – enquanto encara escolhas impossíveis sobre coragem, lealdade, sacrifício e amor.” Contado por duas perspectivas, Allegiant, escrito pela autora #1 best-seller do New York Times, Veronica Roth, traz a série Divergente à uma conclusão poderosa enquanto revela segredos do mundo distópico que cativou milhões de leitores em Divergente e Insurgente.

Esse livro promete, hein? Confira também mais um still da adaptação do primeiro livro, Divergente, onde vemos Shailenne Woodley e Ansel Elgort nos papeis de Tris e Caleb Prior. Parece que essa é a cena do dia da mudança de facção!

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Crédito: Blog Jovem Leitor

 

Ainda não conhece a série? Então leia a resenha de Divergente e Insurgente.

Resenha: A Culpa é das Estrelas [John Green]

30 jul

Hey peps!

Finalmente trago a vocês a resenha desse livro que virou febre no público infanto-juvenil! Há tempos eu estava morrendo de vontade de ler, mas pelo o que me diziam e pelo o que li de resenhas na internet me determinei a não ler a versão digital. Isso porque eu acredito que existem livros que merecem ser lidos em sua forma física como complemento à emoção contida na história. E, por mais angustiante que foi resistir à tentação de ler o PDF que baixei, consegui esperar pelo meu mais novo xodó: A Culpa é das Estrelas! Leia a resenha e entenda o sucesso por trás dessa obra Sick-Lit tão cativante!

Ficha Técnica:

A Culpa é das Estrelas, capa 2
Autor – John Green
Editora – Intrínseca
Gênero – Literatura Estrangeira, Romance, Drama
Ano – 2012
Páginas – 288

Sinopse:

Os adolescentes Hazel e Gus gostariam de ter uma vida normal. Alguns diriam que não nasceram com estrela, que o mundo deles é injusto. Os dois são novinhos, mas se o câncer do qual padecem ensinou alguma coisa, é que não há tempo para lamentações, pois, se aceitamos ou não, só existe o hoje e o agora. E assim, com a intenção de realizar o maior desejo de Hazel – conhecer seu escritor favorito – ambos cruzarão o Atlântico para uma aventura contra o tempo, tão catártico quanto devastador. Destino: Amsterdam, o lugar onde reside o enigmático e mal-humorado escritor – a única pessoa que talvez possa ajudar-lhes a encaixar as peças do enorme quebra-cabeça onde se encontram.

Minha Opinião:

Muito tem se falado da Sick-lit (Literatura de Doença), pela grande adesão do conteúdo desse tipo de história no público de jovens leitores, antes tão acostumados a romances de vampiros e fantasias com bruxos. John Green conquistou destaque no gênero com A Culpa é das Estrelas por falar de doenças como o câncer sem subestimar o adolescente – tanto os personagens como os leitores -, levantando questões sobre a vida, a morte, a sociedade e os relacionamentos (amorosos e familiares) que cercam o universo que compõe esse tipo de literatura.
Durante a leitura, precisei fazer uma pausa no capítulo 15. Ao contrário de tantas pessoas com as quais conversei a respeito do livro antes de lê-lo, não caí em prantos pela emoção da história. Chorei, mas foi mais por causa da maneira como as questões levantadas por John Green mexeram comigo do que pela emoção da história em si.
A personagem Hazel Grace é uma adolescente que aprendeu a ser madura muito cedo por causa de sua doença (Câncer de Tireoide com metástase nos pulmões), mas John Green a descreve de uma maneira divertida, uma garota comum, muito inteligente e sagaz, um tanto irônica ás vezes, e que possui uma pitada de inocência que ela utiliza nos momentos mais oportunos, criando situações que ela nomeia como “Privilégios do Câncer”.
O seu gosto pelos livros é um ponto que chama muito a atenção na obra não apenas porque é o fio condutor do relacionamento dela com Augustus Waters, mas também porque eu compreendi como um reflexo da juventude atual. Embora o Brasil ainda seja fraco em leitura na comparação com outros países do mundo, John Green quis mostrar o crescente interesse dos jovens pelos livros e o quanto isso influi na maneira com que esses jovens acabam enfrentando os problemas de seu cotidiano.
Na história, essa paixão por livros é um dos fatores que juntou Hazel e Augustus, conduzindo-os por uma relação que, para nós até parece rápida, mas, como fica marcado no final da leitura: “Alguns infinitos são maiores do que outros.”
A busca da Hazel por respostas às lacunas deixadas no seu livro favorito “Uma aflição imperial”, faz com que apareçam desafios na sua condição física e sentimental que precisam ser superados. Para mim, essa ansiedade dela em querer saber o que acontece com os personagens de seu livro favorito reflete o desejo dela em saber o que acontecerá com todos que a rodeiam depois que ela morrer, deixando a mesma lacuna, a mesma frase interrompida que tanto a intrigou. E, graças aos  “privilégios do câncer”, por meio de Augustus, Hazel Grace conhece o autor do seu livro favorito, Peter Van Houten – embora isso não lhe traga as respostas que procurava imediatamente.
Ao mergulhar nessa empreitada com Hazel, Augustus acaba conquistando o seu coração com sua personalidade forte, jeito de adolescente sedutor, suas metáforas e seu altruísmo.

– O que foi? – perguntei
– Nada. – Ele respondeu.
– Por que você está olhando para mim desse jeito?
Ele deu um sorrisinho.
– Por que você é bonita. Eu gosto de olhar para pessoas bonitas e faz algum tempo que resolvi não me negar os prazeres mais simples da existência humana.
(Página 22)

– (…) Se você for ao Rijksmuseum, o que eu realmente gostaria de fazer, mas a quem estamos querendo enganar? Nenhum de nós consegue passar horas andando num museu. Bem, de qualquer forma, dei uma olhada na coleção de pinturas deles pela Internet, antes de virmos. Se você fosse lá, e espero que um dia consiga ir, veria várias pinturas de pessoas mortas. Veria Jesus na cruz, um cara sendo esfaqueado no pescoço, pessoas morrendo no mar, outras numa batalha, e um desfile de mártires. Mas nem. Uma. Criança. Com. Câncer. Sequer. Ninguém batendo as botas por causa da praga, nem varíola, nem da febre amarela, nem nada, porque não existe glória na doença. Não há propósito nela. Não há honra em se morrer de.
Abraham Maslow, apresento a você o Augustus Waters, cuja curiosidade existencial superou a de seus irmãos bem-alimentados, bem-amados e saudáveis.
(Página 197)

O final da história me surpreendeu muito porque desde o começo somos direcionados a focar a doença de Hazel Grace, no quanto sua situação é frágil – mas já adianto para não criarem esperanças em uma milagrosa cura, porque isso não acontece. O tratamento que faz  com que ela tenha seu tempo de vida prolongado fez com que, a meu ver, ela apenas aumentasse ainda mais suas inseguranças quanto a morte. Não tanto pelo fato de morrer, porque Hazel sempre demonstra ter maturidade para aceitar sua condição, mas pelo fato de se preocupar com o impacto que sua morte vai causar naqueles que a amam. E talvez isso a tenha levado a enfrentar a conflitante pergunta em determinado ponto da história: “Por que eu ainda estou viva?”
Apesar de emocionante e muito romântico, eu não encarei a história como um romance em si. Hazel mesma encara assim ao entender que, mesmo se tudo fosse diferente, mesmo se ela e Gus fossem saudáveis, a relação deles não duraria para sempre. Novamente a questão de alguns infinitos serem maiores que outros!

– O.k. – falei.
– O.k. – ele disse.
Eu ri e repeti:
– O.k.
(…)
– O.k. – ele disse, depois do que pareceu ser uma eternidade. – Talvez o.k. venha a ser nosso sempre.
– O.k. – falei.
E foi o Augustus que desligou.
(Página 72)

Sobre a parte física do livro, eu gostei bastante da tipografia escolhida, tanto para o corpo do texto como para a capa e, embora a edição brasileira seja no modelo da edição americana, eu não gostei muito da escolha de nuvem ao redor do título. Até compreendo a cor azul adotada simbolizando o céu e, ao que eu entendi, até mesmo a cor dos olhos de Gus, mas ao final da leitura eu me senti meio incômoda com essas nuvens ao redor do título, como se a história, assim como acontece com as nuvens em variações climáticas, dissolveria ou transmutasse. Para mim, A Culpa é das Estrelas é uma obra que ficará marcada na minha memória, da mesma maneira que sempre nos lembramos de todas as vezes que paramos para prestar atenção na beleza de um céu estrelado: sombrio em muitos aspectos, mas sempre com os pontos de luz que marcam a existência do universo.

E, pensando nisso, tive curiosidade de procurar pelas capas da obra pelo mundo (porque como sabemos, além de ser um fato curioso, é divertido ficar vendo a maneira como cada editora enxergou a obra no sentido gráfico) e fazer uma rápida análise comentada:

Capa nos Estados Unidos e no Brasil: Seguem os mesmos padrões de tipografia e cores, porém a versão americana vem com mais “rabiscos”.

A Culpa é das Estrelas, capa 1 A Culpa é das Estrelas, capa 2

Capas da Holanda, Alemanha e Portugal: Para mim são as capas mais lindas, que mais inovaram e que arriscaram estar próximas tanto do título como da temática da história, embora a capa de Portugal tenha ficado um pouco com aspecto infantilizado.

13540149 A Culpa é das Estrelas, capa 3 A Culpa é das Estrelas, capa 5

Capas da Dinamarca, Itália, Coreia e Polônia: Embora a capa dinamarquesa ainda tenha essa expressão das nuvens que eu não gostei muito, considero ela inclusa na categoria de capas artísticas. Não têm muito a ver com a proposta do livro, mas ficaram esteticamente expressivas e bonitas.

16050285A Culpa é das Estrelas, capa 6KoreaPolônia

Capas da Noruega, Suécia, Lituânia e Espanha: Gostei bastante da fotografia utilizada na capa da edição espanhola, mas acho que essas são as capas que menos têm a ver com a proposta do livro ou que exageram na dose de criatividade. No caso da capa sueca, o desenho de caveira com um relógio em um dos orifícios para o olho dá a impressão de que a obra é muito mais mórbida do que realmente é e também achei uma péssima escolha de cor para as letras, especialmente no nome do autor, onde colocaram um tom de verde vômito! (rsrsrsrsrs)

A Culpa é das Estrelas, capa 7A Culpa é das Estrelas, capa 8Lithuania17906268

Capas da Hungria, República Tcheca e Romênia: São capas que seguiram o modelo americano, mas com uma pitada de inovação. Bem, eu cismei com as nuvens, então é obvio que desse grupo a que menos gostei foi a capa criada pelos romenos, né? As outras duas eu achei muito fofas como opções a essas nuvens pavorosas porque acho que tem muito mais sentido em expressar as estrelas na capa de uma história como essa ou então vamos tentar apostar na fórmula que não erra nunca em capas de romance: dois corações! Esse eu achei que foi um clichê bem colocado e que eu teria gostado de ver na edição brasileira!

A Culpa é das Estrelas, capa 4      República Theca Romênia

Confira a repercussão de A Culpa é das Estrelas e do gênero Sick-lit na mídia:

O GLOBO | VEJA | SARAIVA CONTEÚDO

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Notícias: Novo livro de Edney Silvestre

26 jul

Enquanto navegava na Fanpage da Editora Instrinseca, vi essa notícia que precisei compartilhar aqui no blog! Afinal, não é só de literatura ficcional estrangeira que um leitor sobrevive né? É preciso alimentar nosso hábito de leitura também com livros reportagens como o do jornalista brasileiro Edney Silvestre.

Vencedor do Prêmio Jabuti de Melhor Romance em 2010 e autor de “Se eu fechar os olhos agora“, vencedor na categoria Melhor Livro Estreante do Prêmio São Paulo também em 2010, Edney Silvestre lança dia 13 de agosto o livro “Vidas Provisórias“. De acordo com o site oficial da Editora Intrínseca, a obra trata do exílio e do cotidiano de imigrantes brasileiros fora do país, vítimas de deslocamentos forçados em dois momentos marcantes da história brasileira: a ditadura militar e a implementação do Plano Collor. Tudo baseado na experiência que Edney Silvestre adquiriu como correspondente internacional da Rede Globo.

 

CAPA_VidasProvisorias_blog

 

Confira o resumo:

 

Em Vidas provisórias, Paulo e Barbara foram expatriados. Separados no tempo e na geografia, compartilham o estranhamento pela perda de suas identidades, o isolamento e a sensação de interrupção do curso normal de suas vidas. Diferentes motivos os levam ao estrangeiro. Em 1970, Paulo, perseguido pela ditadura militar, é preso, torturado e abandonado sem documentação na fronteira, de onde segue para o Chile e depois para a Suécia. Barbara, com uma identidade falsa, deixa o país para trás em 1991 — durante o governo Collor —, fugindo de um rastro de violência, e se instala nos Estados Unidos como imigrante ilegal.
Na Suécia, Paulo se apaixona por Anna, militante da Anistia Internacional, mas continua perseguido pelas lembranças dos sofrimentos que viveu. Nos Estados Unidos, Barbara, ainda adolescente, sobrevive de faxinas e serviços de manicure, abandonando seus sonhos de entrar para a universidade e conhecer o mundo. Sem falar inglês, sob o medo constante de ser desmascarada, ela convive com uma rede de prostitutas brasileiras e esconde uma paixão impossível. Satisfaz-se em ser mais um rosto anônimo e estrangeiro na multidão, sem se integrar ao país que escolheu habitar.

 

No site da Editora Intrínseca é possível ler um trecho da obra, disponibilizado para saciar a curiosidade aumentar a ansiedade pelo lançamento nos leitores! Clique aqui para ler o trecho de Vidas Provisórias.

 

Conheça mais sobre Edney Silvestre:

Edney Silvestre fala sobre processo criativo e defende literatura para todos (Notícia G1)

Perfil de Edney Silvestre (Página no site do Grupo Editorial Record)

Romances e Crônicas de Edney Silvestre à venda (Livraria da Travessa)

 

Créditos da fotos: Warrakloureiro (Capa do Livro) e Estevam Avellar (Imagem Destaque do Post)

Resenha: A arte de ouvir o coração [Jan-Philipp Sendker]

26 jul

O coração acelerado, sudorese nas mãos e hormônios responsáveis pela sensação de euforia totalmente elevados ao máximo. Se você já sentiu tudo isso quando o carteiro anuncia a chegada de um novo livro, parabéns, você é uma pessoa normal! (Apenas um pouco viciada demais em livros, mas ainda é normal! Rsrsrsrsrsrs)

Brincadeiras e diagnósticos a parte, é exatamente isso que sinto toda vez que compro um livro novo. Agora tentem imaginar como me senti quando o carteiro me trouxe um livro que eu sequer comprei?

Para quem não sabe, blogueiros de páginas que tratam de todo o universo que permeia os livros podem solicitar a parceria de editoras e autores para divulgar o que há de novo no mercado literário para vocês, leitores. Claro que, muitos solicitam essas parcerias apenas visando a aquisição de livros. Sim, isso é o máximo, mas não é APENAS isso que uma parceria dessas oferece.

E a Companhia das Letras me surpreendeu com o e-mail resposta à minha solicitação de parceria. Eles não estavam com processo de inscrições abertas na época, mas ofereceram como contrapartida a Loteria da Companhia das Letras para Blogueiros. Uma vez inscrito, o blog concorre a um dos títulos disponíveis e, o mais legal é que todos os inscritos têm chances, já que quem ganhou não participa mais dos próximos sorteios. Não gosto de puxar sardinha para ninguém, mas ações como essas da Companhia das Letras são inspiradoras não apenas para quem escreve sobre livros, mas principalmente para incentivar o hábito de leitura, que hoje é ainda tão limitado no Brasil.

Para ser sincera, eu nem me lembrava mais de ter me inscrito na Loteria da Companhia das Letras. Mas então, quando o carteiro chegou com o envelope rechonchudo, na hora senti todos os sintomas de um bookaholic! Espero que gostem da resenha de hoje e adquiram um exemplar desse livro (eu já pretendo encomendar dois para dar de presente!) que me conquistou, tanto pela história, como pela forma como ele chegou a mim.

Ficha Técnica:

2013-07-26 11.18.16
Autor –
Jan-Phillip Sender
Editora –
Companhia das Letas (Selo Paralela)
Gênero –
Romance
Ano –
2013
Páginas –
256

 

 

 

Sinopse:

Um bem sucedido advogado de Nova York desaparece de repente sem deixar vestígios, e sem que sua família tenha qualquer ideia de onde ele possa estar. Isso até o dia em que Julia, sua filha, encontra uma carta de amor que ele escreveu há muitos anos para uma mulher birmanesa da qual nunca tinha ouvido falar. Com a intenção de resolver o mistério e descobrir enfim o passado de seu pai, Julia decide viajar para a aldeia onde a mulher morava. Lá, ela descobre histórias de um sofrimento inimaginável, a resistência e a paixão que irão reafirmar a crença no poder que o amor tem de mover montanhas. Uma história de amor comovente e inspiradora, A Arte de Ouvir o Coração vai ensiná-lo a ver o mundo de outra forma.

Z_Resenhas

 

Onde comprar:

Companhia das Letras | Saraiva | SubmarinoLivraria Cultura

 

Minha Opinião:

A história é dividida em três partes, cada uma com sua retomada da contagem numérica de capítulos. Ao final do 15º capítulo da primeira parte, eu confesso que estava bastante confusa! Isso porque a narrativa inicia no ponto de vista de Julia e então varia para narrador em 3º pessoa que descreve os sentimentos e emoções de vários personagens e depois volta para a visão de Julia. Só no capítulo 1 da segunda parte que eu comecei a entender por que a primeira parte foi descrita dessa maneira. E então, quando essa variação de narrativa aconteceu novamente nos capítulos seguintes, já me senti mais confortável e até fiquei aguardando por essas mudanças para mergulhar mais a fundo no mistério que cerca o sumiço do pai de Julia e o que isso tinha a ver com a história que U Ba, um velho sábio do vilarejo de Kalaw, conta a Julia.
Jan-Philipp Sendker me proporcionou uma imersão numa cultura tão diferente da nossa e também diferente da realidade de Julia (a quem me recuso chamar de protagonista da história! Quem ler vai entender por que! Risos). Conhecer mais a fundo cada detalhe de um país tão distante como a Birmânia e de costumes tão peculiares como os do povo de Kalaw foi uma experiência que eu não esperava vivenciar por meio da leitura de um romance como esse. Além disso, Sendker é detalhista ao ponto de tornar sua escrita incrivelmente sensorial. É impossível não ler um parágrafo sequer e não sentir os odores descritos, as variações climáticas, a textura de tudo o que os personagens tocam e, principalmente, ouvir – ou tentar – o que eles ouvem.
A história de Tin Win é tocante em todos os detalhes porque me mostrou a frieza e descaso do ser humano, mas também a intensidade de sentimentos nobres como a amizade, devoção, cuidado e amor. Tudo isso em apenas 253 páginas. Aí você me pergunta: Mas na sinopse não diz que Julia é quem procura pelo pai? Sim, essa questão foi o que mais me deixou intrigada sobre as idas e vindas de ponto de vista narrativo na primeira parte! Mas isso é o que tornou a leitura muito mais instigante!
Esse é o tipo de livro que eu não apenas gosto de manter por perto, como também gosto de presentear porque instiga o questionamento de nossos conceitos que às vezes construímos e sustentamos por tanto tempo, julgando como imutáveis e inquestionáveis. O tipo de livro que causa reflexão e valorização de atitudes e sentimentos!

“(…) A essência de algo é invisível aos olhos, dizia U May. Aprenda a perceber a essência de algo. Os olhos podem mais prejudicar do que ajudar, nesse aspecto. Eles nos distraem. Adoramos nos deslumbrar.” Página 208

O final dessa história toda, com a solução para o mistério que Julia buscava resolver, é surpreendente. Não existe outra palavra que definiria melhor. Depois de ler você pode até pensar: “Dã, era tão óbvio!”, mas na maneira como Sendker escreveu tornou tudo muito imprevisível e emocionante, pelo menos para mim.
Claro que no meio da história eu comecei a fazer minhas suposições sobre o paradeiro do pai de Julia. Nenhuma delas chegou perto o suficiente da verdade do que realmente aconteceu e, nenhuma, mesmo com todo o esforço da minha imaginação fértil, se aproximou da carga de significados que existe por trás do final real.
Resumindo, as lições que tirei dessa leitura foram:
1 – O sofrimento na vida é algo que está além de nossas forças, podendo ser apenas resultado de uma junção mal ajustada das estrelas, um imprevisto da natureza ou o plano de algo maior – dependendo da sua cultura e crença. Mas o sofrimento na vida é algo com o qual devemos aprender a viver. Não superar, mas sim viver.
2 – Nem sempre as pessoas com quem contamos são exatamente aquelas em quem confiamos. As pessoas com quem contamos são aquelas que nos oferecem apoio e ajuda em tudo o que precisarmos no sentido físico. Já aquelas em quem confiamos são aquelas em quem depositamos nossos mais profundos segredos, que nos ouve e nos vê sem nos julgar e em quem podemos nos apoiar para sermos levados a lugares onde nossos pés jamais alcançariam ou enxergar coisas que nossos olhos jamais seriam capazes de ver. E, às vezes, a vida nos apresenta a uma pessoa em quem podemos confiar e contar.
3 – Nem sempre conhecemos tão bem as pessoas com quem nos relacionamos, mesmo que convivamos com elas diariamente e por anos.
4 – A rara habilidade de ouvir um coração bater pode se aplicar no sentido literal em casos como o de Tin Win, mas também serve como instrução para que aprendamos a absorver mais do mundo que nos rodeia.

E falando em sentido físico, eu amei, de paixão mesmo, sem exageros, a diagramação desse livro! Eu não sou muito fã de insetos eca!, mas sempre gostei muito de borboletas. E ultimamente andei pesquisando sobre técnicas de decoração de interiores com borboletas, que vão desde a impressão de gravuras estilizadas e adesivos de parede até molduras, quadros de acrílico e telas com borboletas empalhadas.

Quando eu vi a capa do livro, mesmo antes de ler qualquer coisa, pensei que a história teria algo relacionado com a natureza. Não estava de todo errada no final, mas compreendi que os insetos remetiam à curiosidade de Tin Win de desvendar tudo o que ele tanto ouvia, conseguindo assim aprimorar a capacidade de discernir cada som por suas peculiaridades. E no final, quando Julia descobre o que aconteceu com o pai dela, achei isso incrível porque me ensinou que não é preciso amar alguém pelo o que você vê superficialmente. É possível sim amar alguém conhecendo apenas as peculiaridades que compõem essa pessoa.

E uma curiosidade: Enquanto eu escrevia essa resenha, parei, alisei a capa do livro, contornei cada desenho e percebi uma coisa que me intrigou. Apenas o título e a metade de baixo dos desenhos de insetos estão cobertas por uma película brilhante. A parte superior da capa está fosca. Não sei dizer se é algum defeito de impressão ou se foi intenção da Editora Paralela (braço da Companhia das Letras e responsável pelo envio da obra pela Loteria da editora). Se foi intencional, eu ainda não consegui compreender o sentido disso, mas achei interessante.

Enfim, A Arte de Ouvir o Coração me conquistou de uma maneira que eu não esperava, mas que estava precisando. Tenho certeza que, quem o adquirir, vai colocar em sua estante uma obra capaz de tocar em todos os seus sentidos e também nos alicerces do seu interior.

Quote do dia: Estilhaça-me [Tahereh Mafi]

19 jul

O quote do dia de hoje é de uma série que eu conheci na semana passada e que já estou preparando as resenhas para vocês!
Tenho certeza que será impossível resistir ao poder à loucura de Julliette Ferrars, protagonista da série Estilhaça-me de Tahereh Mafi.

 

 

“Passei minha vida dobrada entre as páginas dos livros. Na ausência de relacionamentos humanos, criei laços com as personagens de papel. Vivi amor e perda por meio das histórias enredadas na história; experimentei a adolescência por associação. Meu mundo é uma teia entrelaçada de palavras, amarrando membro a membro, osso a tendão, pensamentos e imagens todos juntos. Sou um ser composto por letras, uma personagem criada por frases, um produto da imaginação fabricado por meio da ficção. Eles querem apagar todas as pontuações de minha vida nesta terra e eu não acho que posso deixar isso acontecer.”

 

– Estilhaça-me, Tahereh Mafi, Editora Novo Conceito (trecho retirado de versão digital)

 

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Resenha: Proibida [Velvet]

18 jul

Olá meus amados bookaholics!

Eu participo de um grupo no Facebook que se chama Fuxico Literário. Lá rola debates super legais sobre livros e o pessoal até promove encontros, como o que aconteceu recentemente com os “fuxiqueiros” de Brasília.
O bom disso é que fico conhecendo muitos livros e também a repercussão que essas obras causam nos leitores. O ruim, é que a maioria do grupo é mulher e muitas, muitas mesmo, são viciadas na literatura que segue os padrões de 50 Tons de Cinza (se é que me entendem!).
Não tenho nada contra quem lê, então não critico. Mas também não leio. Não me sinto confortável com essas coisas de tortura e sadomasoquismo.
Mas resolvi arriscar a leitura de algo mais erótico, e acabei escolhendo o primeiro livro da série The Black Door, da autora Velvet. E então, empolgados para ver como foi minha primeira vez? De leitura de literatura erótica, hein!!! =P

Ficha Técnica:

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Autora – Velvet
Editora – Novo Século
Gênero – Romance/Erótico
Ano – 2013
Páginas – 228

 

 

 

 

 

Sinopse:

Entre o importante trabalho como sócia de uma firma de advocacia e o relacionamento com um dos solteiros mais cobiçados de Nova York, Ariel Vaughn parece ter tudo. Mas o sexo com o juiz Preston Hendricks havia esfriado consideravelmente. Por meio de um atraente acompanhante da Black Door ¿ uma boate de elite que satisfaz os desejos carnais de algumas das mulheres mais ricas de Nova York ¿ ela se encanta com um mundo de tentação irrestrita. Dentro da Black Door, máscaras elaboradas escondem as identidades do mundo real e o sexo é mais selvagem do que Ariel jamais conseguiu imaginar. Porém, as coisas fogem do controle e sua vida sexual entra em conflito com a real. Ela vai conseguir abrir mão de prazeres ilimitados? E quando ela descobrir a chocante identidade do homem mascarado, com quem viveu suas noites mais intensas, será capaz se afastar de lá?

Minha Opinião:

A escrita de Velvet (pseudônimo da escritora) é muito envolvente, mesmo que seja sempre em terceira pessoa. Os detalhes são descritos com uma perfeição que não cansa, apenas fascina porque são realmente muito contemplativos. E a trama é realmente intensa.
Temos Ariel Renné Vaughn, que é o retrato da mulher moderna, que tem independência financeira, sucesso na carreira e boas conquistas pessoais, inclusive sentimentais. Mas é o tipo de mulher que tem suas carências devido ao seu passado como órfã, e isso é um dos fatores que desgasta a relação dela com o solteiro mais cobiçado de Nova York, o juiz Preston Hendricks.
Quando ela percebe que a relação que antes considerava tão estável (apesar de não estarem casados) ruindo devido às ambições políticas de Preston, Ariel acaba se sentindo rejeitada, carente e desesperada por atenção.
Mas, como toda boa socialite, Ariel faz de tudo para manter as aparências diante de todos. E é em um dos eventos da alta sociedade nova iorquina que ela se vê confrontada a contratar um garoto de programa que lhe entrega o cartão a chave da porta da esperança da The Black Door.
A Black Door é uma boate cinco estrelas voltada ao público feminino. Lá dentro todas as fantasias sexuais são realizadas em salas temáticas pelos Servidores, garotas e garotos de programa, que trabalham sob o comando do proprietário Trey. Para entrar, é preciso ser indicada e a candidata passa por vários processos, desde exames médicos minuciosos, até entrevista de personalidade. Com isso são criadas máscaras personalizadas com as quais as damas poderão esconder suas reais identidades e desfrutar à vontade de tudo o que a Black Door tem a lhes oferecer.
À princípio, Ariel vai de curiosa, assumindo a máscara de sua melhor amiga, Meri Renick. Ela fica assustada com o que vê dentro da Black Door, como por exemplo, a investida de uma Servidora, que lhe propõe um serviço de qualidade na Sala Rosada (dedicada às fantasias de mulheres com mulheres).
Mas então, quando está indo embora, ela encontra um homem sedutor, jovem, de postura confiante, muito atraente, mas que não se assemelha em nada com os servidores que ela viu ali. Nesse encontro rola uma atração muito forte entre eles, mas não acontece nada, além deles se encostarem suavemente quando têm que desviar para que ele suba a escada por onde Ariel descia.
Depois disso, Ariel promete a si mesma que não vai mais voltar à Black Door, apesar de sua curiosidade em reencontrar o homem que a atraiu tanto, mesmo sob a máscara de couro preta com pedras ônix.
Mas, novamente o juiz Preston a troca por seus compromissos. Quando não é o senador Oglesby prometendo ajudá-lo a entrar para a Suprema Corte, é a jovem e tão prestativa assistente do juiz, Michelle, que desperta o ciúme de Ariel.
E então, depois de um mega barraco provocado pelo ciúme e a carência, Ariel decide voltar à Black Door e é aí que a trama pega fogo. Nem tanto pelos detalhes picantes que eu achei muito exagerados, mas sim porque o homem que a atraiu é o proprietário da Black Door, Trey.
E há muito mais coisas por trás da máscara de Trey do que Ariel esperava e, quando as máscaras finalmente caem, eles se veem presos numa trama que pode acabar com tudo: com a reputação e o relacionamento de Ariel, com a candidatura do juiz Preston ao Supremo e até com a Black Door.
Tudo está muito ligado e essa conexão  é o que me fez querer continuar com a leitura até o final porque não há romantismo na história, só atração e desejo cru que, quando saciado, acaba.
E o final do livro… Bem, não posso dizer que estou decepcionada porque ele nos faz pensar em quanta podridão há por trás da vida de pessoas ilustres e que são destaque na sociedade. Seja na tão badalada Nova York onde se passa a história, ou no cafundó dos Judas. Aonde existir interesses e cobiça, sempre existirá esse lado sujo e obscuro da sociedade.
Não gostei da história em si, mas Proibida nos faz refletir na formação de nossa sociedade e no quanto as pessoas se escondem atrás de máscaras. Velvet colocou isso no sentido físico da palavra máscara, adotando como reforço a função da Black Door: esconder mulheres finas que desejam liberar o pior de suas fantasias. Tudo às escuras. Tudo por trás de máscaras.
E quantas vezes nós não nos enfiamos em Black Doors e assumimos máscaras que não são nossas?
Bem, não tenho um repertório vasto de leituras eróticas e só peguei Proibida para ler mesmo porque vi que tinha essa reflexão por trás do erotismo. Aliás, como eu já disse, toda a parte sexual é muito intensa e detalhada, mas é crua. Depois de saciado o desejo, acabou a paixão. Então o que segura mesmo a história é a trama política e social inclusa.
Para quem gosta desse gênero, acredito que será uma ótima pedida, porque além de poder contar com as cenas quentes, tem essa capa que é linda de ter na coleção da estante! Eu não comprei, mas vi o livro na livraria e toda a parte da máscara da foto é brilhosa, com um relevo… Linda de morrer! Simplesmente feita para atrair os leitores do gênero em todos os sentidos!
Isso sem falar que essa é a primeira obra de uma série completa sobre a boate Black Door. Eu vi o slogan em algum lugar dizendo: “Because black is more sexy than grey” e achei genial! kkkkkkk

Velvet vem com tudo, trabalhando com uma escrita suave e densa ao mesmo tempo, exatamente como o tecido que a define (Velvet em português é Veludo). Confira as capas dos próximos lançamentos da série The Black Door (clique na imagem para ampliar):

Velvet

Resenha: Insurgente [Veronica Roth]

18 jul

Onda, onda, olha a onda… De distopias! #SongJokeFail

Passei meses louca pela continuação de Divergente (resenha aqui), aí quando lançam e eu finalmente consigo a versão digital, ela está cheia de erros. Esse é o relato real de uma leitora desempregada há sete meses e que chora suas agruras no blog! rsrsrsrs

Enfim, uma grande amiga me mandou há pouco mais de um mês uma versão digital melhor do que a dita cuja que eu havia conseguido anteriormente, então pude finalmente ler e entender essa saga que está gerando muito barulho por aí. Uns têm a audácia (quem leu a saga vai entender o trocadilho!) de dizer que se parece com Jogos Vorazes, de Suzanne Collins. Para mim, a única semelhança entre as duas trilogias é apenas o fato de serem distopias, já que o enredo é diferente e a linguagem é diferente. Mas vou detalhar isso depois e deixarei para vocês, leitores do CP tirarem suas conclusões.

Ficha Técnica:

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Autora – Veronica Roth
Editora – Rocco
Gênero – Literatura Juvenil
Ano – 2013
Páginas – 512

 

 

 

 

 

Sinopse:

Mais uma inebriante e emocionante história, repleta de reviravoltas, corações partidos, romance e poderosas revelações sobre a natureza humana. Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas.
Em Insurgente, segundo volume da bem-sucedida série de distopia que conquistou os fãs de Jogos Vorazes e alcançou o primeiro lugar na disputada lista dos mais vendidos do The New York Times, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama e a própria vida enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

Minha Opinião:

Na sequência eu não me decepcionei em nada. Todas as minhas expectativas foram atendidas e até superadas.
Veronica Roth explora em Insurgente a relação de Tris com as pessoas ao seu redor depois de todas as perdas em Divergente. E ela tem que aprender a lidar com essas perdas ao mesmo tempo que tenta se perdoar, já que a culpa pelo o que ela fez ao Will a corrói e assombra, além da culpa de manter isso em segredo de Quatro e Chris por tanto tempo.
Mas, quando ela consegue revelar o que fez, a relação dela com Quatro se abala de novo quando toda a ação que os rodeia acaba os dividindo. Tris não confia nem na mãe, nem no pai de Quatro, mas quando ela acha conveniente trabalhar com Marcus Eaton, isso deixa Quatro completamente irritado. E até certo ponto eu dou razão a ele, porque, mesmo sendo útil para as intenções de Tris, Quatro conhece o lado obscuro do pai como ninguém e mostrou esse lado a ela. O mínimo que ela poderia fazer era pelo menos compreender e não querer bater de frente.
E essa postura tão desafiadora da Tris me irritou profundamente em diversos momentos (curioso isso não, já que essa mesma postura foi tão motivadora no primeiro livro, né?). Isso porque ela começa a cometer idiotices impulsivas que, novamente, afetam o relacionamento dela com Quatro.
Me emocionei muito quando percebi o quanto Quatro ama a Tris e o quanto tudo o que aconteceu e continua acontecendo ao redor dele o deixa frustado com a situação do relacionamento deles. Isso me deixou ainda mais ansiosa para ler os ebooks que Veronica liberará com o ponto de vista dele, assim vou conseguir assimilar melhor esses sentimentos todos dele em Insurgente.
Mas, voltando, também fiquei comovida com alguns momentos de Tris. Como esse:

“Tris”, ele diz com firmeza. Ele nunca me mima. Eu desejo que, só desta vez, ele me mime. “Você tem que fazer. Você tem que sobreviver a isso.”

Senti como se ela estivesse choramingando, um reflexo da menina que ela ainda é apesar de suas atitudes tão maduras.
No meio de toda essa intensidade do relacionamento de Tris e Quatro temos a guerra que está acontecendo sob o comando de Jeanine Mathews, líder da facção Erudição. E é nessa facção onde os protagonistas encontram as respostas que procuravam e se surpreendem com alguns fatos que explicam com mais clareza o cenário político da série, ao mesmo tempo que deixa um gancho para o último livro Allegiant.
E preciso dizer: Veronica me surpreendeu muito! Especialmente com os personagens Caleb (irmão de Tris) e Peter (iniciado do Destemor que tentou matar Tris). Isso me trouxe a reflexão do quanto nos enganamos com a imagem que construímos das pessoas ao nosso redor e do quanto confiança e lealdade são sentimentos frágeis e voláteis. Esses dois personagens tiveram seus motivos para agirem da maneira que agiram, mas trazem em seus atos essa profunda mensagem.
E, no fim, achei que Insurgente trabalhou bastante essa questão das relações humanas, mais até do que as questões políticas que envolvem essa história distópica. Até pelo desfecho, quando eles descobrem a informação que tanto procuravam, percebemos isso já que Tris está muito mais ligada em toda a trama do que ela mesma imaginava, graças às relações familiares que ela tem e, também à sua relação com Quatro, cujo sobrenome tem muita importância entre os Sem Facção.
Quanto ao livro no aspecto físico, eu não consigo avaliar com plenitude, já que só tive acesso à versão digital. Mas eu ainda continuo encantada pela arte gráfica que compõe a capa, com a árvore que simboliza a Facção Amizade, mas quase completamente desfolhada e com os galhos secos. Depois que eu terminei de ler e tive essas reflexões que detalhei anteriormente, compreendi o significado dessa capa e amei, porque realmente expressa o que eu entendi como a essência do livro: as relações humanas e os ramos que as mantém unidas.
Agora, só nos resta esperar. E esperar, esperar, esperar. Estou ansiosíssima para ler Allegiant e os quatro ebooks no ponto de vista de Quatro, mas também não vejo a hora de assistir à adaptação! Isso porque se você amou ver Kate Winslet como mocinha em Titanic, vai pirar vendo ela como vilã na saga Divergente, no papel de Jeanine, líder da Erudição! #ElaPode

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Resenha: A Elite – Kiera Cass

18 jul

Se você é bookaholic como eu e está vidrado em distopias, tem que ler a série “The Selection”, de Kiera Cass!

Já postei a resenha do primeiro livro dessa série, aqui, e estava devendo a resenha do segundo livro há muito tempo. Mas chega de conversa e vamos ao que interessa!

Ficha técnica:

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Autora – Kiera Cass
Editora – Seguinte
Gênero – Literatura Juvenil
Ano – 2013
Páginas – 360

 

 

Sinopse:

A Seleção começou com 35 garotas. Agora restam apenas seis, e a competição para ganhar o coração do príncipe Maxon está acirrada como nunca. Quanto mais America se aproxima da coroa, mais se sente confusa. Os momentos que passa com Maxon parecem um conto de fadas. Mas sempre que vê seu ex-namorado Aspen no palácio, trabalhando como guarda e se esforçando para protegê-la, ela sente que é nele que está o seu conforto. America precisa de mais tempo. Mas, enquanto ela está às voltas com o seu futuro, perdida em sua indecisão, o resto da Elite sabe exatamente o que quer e ela está prestes a perder sua chance de escolher.

 

 

Minha opinião:

Nesse segundo livro da série, continuamos a acompanhar a disputa pela coroa de Illéa e também pelo o coração do príncipe Maxon. Kiera Cass continua com sua escrita incrível que te prende do começo ao fim, mas aprofunda os conflitos emocionais da protagonista, America Singer, o que torna até determinado ponto a leitura extremamente cansativa.
Ou tornaria, se ela não tivesse equilibrado a balança dando um destaque maior para os personagens que, no primeiro livro, ficaram em segundo plano.
Uma das personagens que mais me surpreendeu foi, sem sombra de dúvidas foi Marlee Tames. Kiera criou uma trama tão perfeita em torno dessa personagem que, o que acontece com ela, afeta todos os outros ao redor.
A partir da revelação que choca todo mundo (confesso que fiquei boquiaberta tanto com a revelação envolvendo a Marlee, quanto com as consequências!), America começa a entrar ainda mais em conflito sobre o que sente por Aspen e o que sente por Maxon e isso, infelizmente, acaba afastando ela do príncipe. Mais tarde, ela percebe que a maneira como ela agiu foi imatura, precipitada, preconceituosa e injusta, mas então já pode ser tarde para apenas se arrepender e as consequências de suas ações só vão poder ser vistas em The One!
Bem, como sempre, a edição e diagramação dos livros (mesmo na versão digital que eu costumo ler) continua impecável! Acho que uma boa história se constrói com isso: boa escrita, bom enredo e boa edição. E a série de Kiera Cass, como eu já disse, chamou a minha atenção primeiro pela capa e depois pela história.
Em A Elite, percebemos também o aprofundamento das questões políticas que envolvem essa série distópica, com destaque para a relação complicada (dizer que é complicada é eufemismo!) do príncipe com o pai e nas informações sobre o fundador de Illéa, Gregory Illéa. E no quanto o pai de Maxon é tão ambicioso quanto o “herói” fundador da nação.
Apesar da dificuldade que tive em conseguir segurar a leitura nos primeiros capítulos por causa de todo o drama que America faz sobre ficar com Maxon ou Aspen, eu super recomendo a leitura porque Kiera Cass soube me prender ao explorar as características dos antagonistas e personagens de segundo plano, como por exemplo, as concorrentes de America. Conhecendo mais a fundo cada uma delas e a relação (algumas ficando mais e mais aprofundadas) com o príncipe Maxon, acabei conseguindo sentir mais curiosidade ainda pela história e pelas reações de America, sem me cansar de sua personalidade tão marcante, mas que às vezes me cansou no início da obra. E sim, achei muito cruel ela brincar com os sentimentos dos dois mocinhos do triângulo amoroso!
SPOILER: E mereceu ser deixada de lado por Maxon, que deu uma chance ao sentimento verdadeiro que uma das concorrentes criou por ele.

Agora, só nos resta esperar pelo final dessa disputa em The One, ou ver o que Kiera reservou em The Guard, e-novella que segue o sucesso da versão digital no ponto de vista do príncipe Maxon, mas dessa vez no ponto de vista da outra ponta do triângulo amoroso, o guarda e amor de infância de América: Aspen. Confira detalhes dessa notícia aqui.

 

 

Quatro Notas

E algo mais...

BOOK GRAPHICS

A busy author's best friend

That's My Happy Place

“Li livro durante toda a minha vida. E, quando mais precisei lê-los, os livros me deram tudo o que pedi e mais."

everythingofnothing

tudo o que se cala, se transforma...

Camafeu da Lia

O Diário de Uma Águia Francesa

Fome de Leitura

Resenhas de livros, indicações e tudo para quem, assim como nós, adora devorar um livro!

Revista Marabá

Tudo o que envolve cinema e ações que incentivam o gosto pela sétima arte

Espartilho

Entendendo o universo feminino

Brunices

Livros, séries, filmes, música, e tudo o mais que a minha cabeça quiser e inventar :D

deixadenerdice

e vamos tomar uma cerva?

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