Resenha: Proibida [Velvet]

18 jul

Olá meus amados bookaholics!

Eu participo de um grupo no Facebook que se chama Fuxico Literário. Lá rola debates super legais sobre livros e o pessoal até promove encontros, como o que aconteceu recentemente com os “fuxiqueiros” de Brasília.
O bom disso é que fico conhecendo muitos livros e também a repercussão que essas obras causam nos leitores. O ruim, é que a maioria do grupo é mulher e muitas, muitas mesmo, são viciadas na literatura que segue os padrões de 50 Tons de Cinza (se é que me entendem!).
Não tenho nada contra quem lê, então não critico. Mas também não leio. Não me sinto confortável com essas coisas de tortura e sadomasoquismo.
Mas resolvi arriscar a leitura de algo mais erótico, e acabei escolhendo o primeiro livro da série The Black Door, da autora Velvet. E então, empolgados para ver como foi minha primeira vez? De leitura de literatura erótica, hein!!! =P

Ficha Técnica:

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Autora – Velvet
Editora – Novo Século
Gênero – Romance/Erótico
Ano – 2013
Páginas – 228

 

 

 

 

 

Sinopse:

Entre o importante trabalho como sócia de uma firma de advocacia e o relacionamento com um dos solteiros mais cobiçados de Nova York, Ariel Vaughn parece ter tudo. Mas o sexo com o juiz Preston Hendricks havia esfriado consideravelmente. Por meio de um atraente acompanhante da Black Door ¿ uma boate de elite que satisfaz os desejos carnais de algumas das mulheres mais ricas de Nova York ¿ ela se encanta com um mundo de tentação irrestrita. Dentro da Black Door, máscaras elaboradas escondem as identidades do mundo real e o sexo é mais selvagem do que Ariel jamais conseguiu imaginar. Porém, as coisas fogem do controle e sua vida sexual entra em conflito com a real. Ela vai conseguir abrir mão de prazeres ilimitados? E quando ela descobrir a chocante identidade do homem mascarado, com quem viveu suas noites mais intensas, será capaz se afastar de lá?

Minha Opinião:

A escrita de Velvet (pseudônimo da escritora) é muito envolvente, mesmo que seja sempre em terceira pessoa. Os detalhes são descritos com uma perfeição que não cansa, apenas fascina porque são realmente muito contemplativos. E a trama é realmente intensa.
Temos Ariel Renné Vaughn, que é o retrato da mulher moderna, que tem independência financeira, sucesso na carreira e boas conquistas pessoais, inclusive sentimentais. Mas é o tipo de mulher que tem suas carências devido ao seu passado como órfã, e isso é um dos fatores que desgasta a relação dela com o solteiro mais cobiçado de Nova York, o juiz Preston Hendricks.
Quando ela percebe que a relação que antes considerava tão estável (apesar de não estarem casados) ruindo devido às ambições políticas de Preston, Ariel acaba se sentindo rejeitada, carente e desesperada por atenção.
Mas, como toda boa socialite, Ariel faz de tudo para manter as aparências diante de todos. E é em um dos eventos da alta sociedade nova iorquina que ela se vê confrontada a contratar um garoto de programa que lhe entrega o cartão a chave da porta da esperança da The Black Door.
A Black Door é uma boate cinco estrelas voltada ao público feminino. Lá dentro todas as fantasias sexuais são realizadas em salas temáticas pelos Servidores, garotas e garotos de programa, que trabalham sob o comando do proprietário Trey. Para entrar, é preciso ser indicada e a candidata passa por vários processos, desde exames médicos minuciosos, até entrevista de personalidade. Com isso são criadas máscaras personalizadas com as quais as damas poderão esconder suas reais identidades e desfrutar à vontade de tudo o que a Black Door tem a lhes oferecer.
À princípio, Ariel vai de curiosa, assumindo a máscara de sua melhor amiga, Meri Renick. Ela fica assustada com o que vê dentro da Black Door, como por exemplo, a investida de uma Servidora, que lhe propõe um serviço de qualidade na Sala Rosada (dedicada às fantasias de mulheres com mulheres).
Mas então, quando está indo embora, ela encontra um homem sedutor, jovem, de postura confiante, muito atraente, mas que não se assemelha em nada com os servidores que ela viu ali. Nesse encontro rola uma atração muito forte entre eles, mas não acontece nada, além deles se encostarem suavemente quando têm que desviar para que ele suba a escada por onde Ariel descia.
Depois disso, Ariel promete a si mesma que não vai mais voltar à Black Door, apesar de sua curiosidade em reencontrar o homem que a atraiu tanto, mesmo sob a máscara de couro preta com pedras ônix.
Mas, novamente o juiz Preston a troca por seus compromissos. Quando não é o senador Oglesby prometendo ajudá-lo a entrar para a Suprema Corte, é a jovem e tão prestativa assistente do juiz, Michelle, que desperta o ciúme de Ariel.
E então, depois de um mega barraco provocado pelo ciúme e a carência, Ariel decide voltar à Black Door e é aí que a trama pega fogo. Nem tanto pelos detalhes picantes que eu achei muito exagerados, mas sim porque o homem que a atraiu é o proprietário da Black Door, Trey.
E há muito mais coisas por trás da máscara de Trey do que Ariel esperava e, quando as máscaras finalmente caem, eles se veem presos numa trama que pode acabar com tudo: com a reputação e o relacionamento de Ariel, com a candidatura do juiz Preston ao Supremo e até com a Black Door.
Tudo está muito ligado e essa conexão  é o que me fez querer continuar com a leitura até o final porque não há romantismo na história, só atração e desejo cru que, quando saciado, acaba.
E o final do livro… Bem, não posso dizer que estou decepcionada porque ele nos faz pensar em quanta podridão há por trás da vida de pessoas ilustres e que são destaque na sociedade. Seja na tão badalada Nova York onde se passa a história, ou no cafundó dos Judas. Aonde existir interesses e cobiça, sempre existirá esse lado sujo e obscuro da sociedade.
Não gostei da história em si, mas Proibida nos faz refletir na formação de nossa sociedade e no quanto as pessoas se escondem atrás de máscaras. Velvet colocou isso no sentido físico da palavra máscara, adotando como reforço a função da Black Door: esconder mulheres finas que desejam liberar o pior de suas fantasias. Tudo às escuras. Tudo por trás de máscaras.
E quantas vezes nós não nos enfiamos em Black Doors e assumimos máscaras que não são nossas?
Bem, não tenho um repertório vasto de leituras eróticas e só peguei Proibida para ler mesmo porque vi que tinha essa reflexão por trás do erotismo. Aliás, como eu já disse, toda a parte sexual é muito intensa e detalhada, mas é crua. Depois de saciado o desejo, acabou a paixão. Então o que segura mesmo a história é a trama política e social inclusa.
Para quem gosta desse gênero, acredito que será uma ótima pedida, porque além de poder contar com as cenas quentes, tem essa capa que é linda de ter na coleção da estante! Eu não comprei, mas vi o livro na livraria e toda a parte da máscara da foto é brilhosa, com um relevo… Linda de morrer! Simplesmente feita para atrair os leitores do gênero em todos os sentidos!
Isso sem falar que essa é a primeira obra de uma série completa sobre a boate Black Door. Eu vi o slogan em algum lugar dizendo: “Because black is more sexy than grey” e achei genial! kkkkkkk

Velvet vem com tudo, trabalhando com uma escrita suave e densa ao mesmo tempo, exatamente como o tecido que a define (Velvet em português é Veludo). Confira as capas dos próximos lançamentos da série The Black Door (clique na imagem para ampliar):

Velvet

Uma resposta to “Resenha: Proibida [Velvet]”

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