Resenha: Insurgente [Veronica Roth]

18 jul

Onda, onda, olha a onda… De distopias! #SongJokeFail

Passei meses louca pela continuação de Divergente (resenha aqui), aí quando lançam e eu finalmente consigo a versão digital, ela está cheia de erros. Esse é o relato real de uma leitora desempregada há sete meses e que chora suas agruras no blog! rsrsrsrs

Enfim, uma grande amiga me mandou há pouco mais de um mês uma versão digital melhor do que a dita cuja que eu havia conseguido anteriormente, então pude finalmente ler e entender essa saga que está gerando muito barulho por aí. Uns têm a audácia (quem leu a saga vai entender o trocadilho!) de dizer que se parece com Jogos Vorazes, de Suzanne Collins. Para mim, a única semelhança entre as duas trilogias é apenas o fato de serem distopias, já que o enredo é diferente e a linguagem é diferente. Mas vou detalhar isso depois e deixarei para vocês, leitores do CP tirarem suas conclusões.

Ficha Técnica:

0000 Insurgente

Autora – Veronica Roth
Editora – Rocco
Gênero – Literatura Juvenil
Ano – 2013
Páginas – 512

 

 

 

 

 

Sinopse:

Mais uma inebriante e emocionante história, repleta de reviravoltas, corações partidos, romance e poderosas revelações sobre a natureza humana. Na Chicago futurista criada por Veronica Roth em Divergente, as facções estão desmoronando. E Beatrice Prior tem que arcar com as consequências de suas escolhas.
Em Insurgente, segundo volume da bem-sucedida série de distopia que conquistou os fãs de Jogos Vorazes e alcançou o primeiro lugar na disputada lista dos mais vendidos do The New York Times, a jovem Tris tenta salvar aqueles que ama e a própria vida enquanto lida com questões como mágoa e perdão, identidade e lealdade, política e amor.

Minha Opinião:

Na sequência eu não me decepcionei em nada. Todas as minhas expectativas foram atendidas e até superadas.
Veronica Roth explora em Insurgente a relação de Tris com as pessoas ao seu redor depois de todas as perdas em Divergente. E ela tem que aprender a lidar com essas perdas ao mesmo tempo que tenta se perdoar, já que a culpa pelo o que ela fez ao Will a corrói e assombra, além da culpa de manter isso em segredo de Quatro e Chris por tanto tempo.
Mas, quando ela consegue revelar o que fez, a relação dela com Quatro se abala de novo quando toda a ação que os rodeia acaba os dividindo. Tris não confia nem na mãe, nem no pai de Quatro, mas quando ela acha conveniente trabalhar com Marcus Eaton, isso deixa Quatro completamente irritado. E até certo ponto eu dou razão a ele, porque, mesmo sendo útil para as intenções de Tris, Quatro conhece o lado obscuro do pai como ninguém e mostrou esse lado a ela. O mínimo que ela poderia fazer era pelo menos compreender e não querer bater de frente.
E essa postura tão desafiadora da Tris me irritou profundamente em diversos momentos (curioso isso não, já que essa mesma postura foi tão motivadora no primeiro livro, né?). Isso porque ela começa a cometer idiotices impulsivas que, novamente, afetam o relacionamento dela com Quatro.
Me emocionei muito quando percebi o quanto Quatro ama a Tris e o quanto tudo o que aconteceu e continua acontecendo ao redor dele o deixa frustado com a situação do relacionamento deles. Isso me deixou ainda mais ansiosa para ler os ebooks que Veronica liberará com o ponto de vista dele, assim vou conseguir assimilar melhor esses sentimentos todos dele em Insurgente.
Mas, voltando, também fiquei comovida com alguns momentos de Tris. Como esse:

“Tris”, ele diz com firmeza. Ele nunca me mima. Eu desejo que, só desta vez, ele me mime. “Você tem que fazer. Você tem que sobreviver a isso.”

Senti como se ela estivesse choramingando, um reflexo da menina que ela ainda é apesar de suas atitudes tão maduras.
No meio de toda essa intensidade do relacionamento de Tris e Quatro temos a guerra que está acontecendo sob o comando de Jeanine Mathews, líder da facção Erudição. E é nessa facção onde os protagonistas encontram as respostas que procuravam e se surpreendem com alguns fatos que explicam com mais clareza o cenário político da série, ao mesmo tempo que deixa um gancho para o último livro Allegiant.
E preciso dizer: Veronica me surpreendeu muito! Especialmente com os personagens Caleb (irmão de Tris) e Peter (iniciado do Destemor que tentou matar Tris). Isso me trouxe a reflexão do quanto nos enganamos com a imagem que construímos das pessoas ao nosso redor e do quanto confiança e lealdade são sentimentos frágeis e voláteis. Esses dois personagens tiveram seus motivos para agirem da maneira que agiram, mas trazem em seus atos essa profunda mensagem.
E, no fim, achei que Insurgente trabalhou bastante essa questão das relações humanas, mais até do que as questões políticas que envolvem essa história distópica. Até pelo desfecho, quando eles descobrem a informação que tanto procuravam, percebemos isso já que Tris está muito mais ligada em toda a trama do que ela mesma imaginava, graças às relações familiares que ela tem e, também à sua relação com Quatro, cujo sobrenome tem muita importância entre os Sem Facção.
Quanto ao livro no aspecto físico, eu não consigo avaliar com plenitude, já que só tive acesso à versão digital. Mas eu ainda continuo encantada pela arte gráfica que compõe a capa, com a árvore que simboliza a Facção Amizade, mas quase completamente desfolhada e com os galhos secos. Depois que eu terminei de ler e tive essas reflexões que detalhei anteriormente, compreendi o significado dessa capa e amei, porque realmente expressa o que eu entendi como a essência do livro: as relações humanas e os ramos que as mantém unidas.
Agora, só nos resta esperar. E esperar, esperar, esperar. Estou ansiosíssima para ler Allegiant e os quatro ebooks no ponto de vista de Quatro, mas também não vejo a hora de assistir à adaptação! Isso porque se você amou ver Kate Winslet como mocinha em Titanic, vai pirar vendo ela como vilã na saga Divergente, no papel de Jeanine, líder da Erudição! #ElaPode

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